X-Men: Fênix Negra chega aos cinemas com a estréia de Simon Kinberg na direção, que trabalhou anteriormente como produtor em outros filmes da franquia X-Men, e com o mesmo elenco de X-Men: Primeira classe. O grande destaque vai para a protagonista Jean Grey interpretada por Sophie Turner, conhecida pelo seu trabalho como Sansa Stark na série Game of Thrones.

O roteiro tem um bom desenvolvimento, mas apresenta falhas, com motivações e decisões bem rasas e deixando em aberto o porquê da atitude de certos personagens. Para aqueles que só acompanham os filmes e não possuem conhecimento prévio sobre os HQs, a história fica um pouco confusa, mas não impede do espectador de aproveitar o longa.

O filme aborda não apenas a trama da Fênix Negra e os embates internos de Jean Grey, mas foca também em toda uma problematização do próprio universo dos mutantes e de seu líder, o Professor Xavier, criticando até mesmo o fato do nome do grupo ser uma referência ao seu nome. O longa também traz um toque do feminismo crescente em filmes do mesmo gênero, seja pela participação feminina no elenco ou por sua relevância no desenrolar da trama.

X-Men:Fênix Negra | Image: Fox Films

Com quase 2 horas, Fênix Negra possui ótimas cenas de ação e uma sequência que não deixa que se torne maçante de assistir, prendendo do início ao fim. A interpretação dos atores também não deixa a desejar: Jennifer Lawrence rouba a cena como Raven, sendo tão importante quanto Jean Grey para o desenvolvimento da história, assim como o Professor interpretado por James McAvoy.

Finalizando uma saga iniciada 19 anos atrás, e após a compra da Fox pela Disney, X-Men: Fênix Negra encerra o arco deixando pontas para um novo começo no MCU. Um bom final para uma série que enfrentou muitos altos e baixos durante todos esses anos, e também uma promessa sobre o que virá daqui para a frente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui