domingo, 24, outubro, 2021

Crítica: De Repente Pai

Criar um filho não é uma tarefa fácil, 533 deve ser, no mínimo, impossível. Esse não é um número aleatório, é a quantidade exata de filhos que David Wozniak (Vince Vaughn) descobre ter em De Repente Pai (Delivery Man).

Vince Vaughn já é bem conhecido entre os fãs de comédia e não é raro o ator fazer um papel de perdedor. Ele repete esse papel nesse longa, onde o protagonista está praticamente falido, vivendo em condições precárias e levando uma vida meia boca. Para piorar, descobre que sua namorada, Emma (Cobie Smulders) está grávida e por achar que ele não tem vida ou responsabilidade, resolve exclui-lo da vida do futuro filho.

De Repente Pai
Cobie Smulders e Vince Vaughn em De Repente Pai | Imagem: Disney

Exatamente quando está começando a gostar da ideia de ter um filho e pretende convencer a namorada de que pode ser um bom pai, David descobre que já tem vários filhos, 533 no total. 20 anos antes, David doou esperma cerca de 623 vezes com o codinome de Starbuck e isso resultou em 533 filhos dele. O problema é que 142 deles se uniram e estão entrando com uma ação para saber a verdadeira identidade de Starbuck. É aí que entra seu melhor amigo e péssimo advogado Brett (Chris Pratt), que resolve defender o caso, que será o maior de toda sua carreira, e ainda tentar ganhar uma indenização, que poderá pagar as dividas de David. David fica com a difícil decisão de revelar ou não sua identidade, mas um dossiê que recebe com a ficha de seus filhos acaba despertando sua curiosidade para conhecê-los.

Brett
Chris Pratt em De Repente Pai | Imagem: Disney

Baseada na comédia franco-canadense de sucesso de 2011 chamada Starbuck, escrita por Ken Scott e Martin Petit, a trama oscila entre momentos inteligentes e outros mais fracos, resultando em uma combinação interessante. Enquanto algumas cenas são muito bem elaboradas, como a apresentação de filhos com características totalmente opostas ao pai, em outros há diálogos cheios de clichês, totalmente previsíveis.

 

O roteiro foi bem aproveitado, porém não oferece nada em especial. Os momentos de emoção e a questão do amadurecimento do personagem, que além de precisar aprender a lidar com esses filhos, precisa provar que consegue criar o bebê que está por vir, são bem aproveitados, porém parece que é exatamente a parte de comédia que se perde. Ainda assim, é uma situação intrigante que consegue fornecer alguns momentos de reflexão.

Já as atuações não foram muito bem exploradas. Vince Vaugh tem seu papel muito limitado, e suas mudanças de atitude acabam não transparecendo externamente, deixando para os diálogos a missão de comprovar essas mudanças. Já Chris Pratt consegue roubar a cena como Brett, com seu péssimo conhecimento de advocacia. Até mesmo alguns dos filhos acabam conseguindo se destacar mais do que o protagonista.

Delivery Man
Vince Vaughn em De Repente Pai | Imagem: Disney

De Repente Pai não é longa impressionante, e nem mesmo uma boa comédia, mas compensa pelo conteúdo diferente e algumas questões interessantes relacionadas à paternidade.

Veja a ficha técnica e elenco completo de De Repente Pai

Nota do Thunder Wave
O longa não consegue ser uma boa comédia, mas compensa pelo conteúdo diferente e algumas questões interessantes relacionadas à paternidade.

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