quinta-feira, 26, novembro, 2020
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Crítica: Elysium

Elysium é uma produção muito chamativa. Com o brasileiro Wagner Moura em um papel interessante, ao lado de Matt Damon e dirigido por Neil Blomkamp, que já ficou bem conhecido por Distrito 9, o filme se tornou muito esperado pelos brasileiros.

Passada no ano de 2154, a ficção científica mantem o cunho político do citado Distrito 9, mostrando uma Terra devastada, um verdadeiro lixão que lembra o cenário apresentado em Wall-E. Mas esse cenário existe apenas para os habitantes de pouco poder aquisitivo, os poderosos, líderes políticos e pessoas com muita grana, vivem em uma estação espacial denominada Elysium, um paraíso construído na órbita terrestre, equipado com todo luxo, conforto, segurança e tratamento médico especializado com um escaneamento que cura tudo.

Elysium
Terra devastada em Elysium| Imagem: Sony

O roteiro aborda um tema que não é original, mas nunca fica velho: discriminação. É gritante a maneira como o longa expõe as diferenças, com a população da Terra sendo marginalizada enquanto trabalham para garantir que os luxos dos mais afortunados e nem assim consegue ter algum direito, até mesmo cuidados médicos são negados. A trama também bate na tecla da evidente destruição do planeta, novamente apontando que esse será nosso futuro se não mudarmos a maneira como tratamos o nosso ambiente.

Tudo isso é exposto em meio à tecnologia, que vai além de mostrar um mundo futurista. Para enfatizar esse argumento, Matt Damon assume o papel de um híbrido, que devido a alguns acontecimentos precisa recorrer à ajuda de aparelhos para sobreviver. Quem fica com a complicada missão de salvar sua vida é exatamente nosso brasileiro Wagner Moura, que da vida a Spider, uma especie de hacker que também faz suas tramoias para conseguir enviar pessoas para a Elysium.

Elysium
Wagner Moura e Matt Damon | Imagem: Sony

A parte da ação é incluída pela secretária de estado Delacourt (Jodie Foster), responsável pela parte tática, impedindo que intrusos (imigrantes, representando outro preconceito bem real atualmente) entrem em Elysium. Para isso usa de força bruta e manda alguns homens para fazer o serviço, garantindo assim a ação do longa.

Elysium é uma obra interessante pelo sua crítica social, mas não chega a ter a qualidade de algumas produções antecessoras, como o próprio Distrito 9, por exemplo. Entretanto, faz seu serviço como tapa da cara da sociedade e ainda destaca bastante o talento brasileiro, tanto Moura quando Alice Braga possuem papéis importantes na trama e demostram um grande talento em suas atuações.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Elysium

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Nota do Thunder Wave
Com um belo visual e um conteúdo crítico à sociedade atual, Elysium é uma obra bem interessante.

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