A Netflix estréia mais uma original, dessa vez focada no drama familiar. Bloodline estreou dia 20, nós assistimos a temporada inteira e aqui vai nossa análise:

Bloodline é o tipo de drama que te faz gostar de não ter nascido em uma família influente. Focada em nos problemas da família Rayburn, conhecida e respeitada em sua cidade, somos apresentados aos bastidores da não-tão-perfeita-familia.

Quando uma festa de celebração dos 45 anos do hotel dos pais acontece, Danny (Ben Mendelsohn) retorna para casa e trazendo um passado negro da família à tona. Ao longo dos episódios vemos mais profundamente a história de cada personagem, os irmão de Danny,  Meg (Linda Cardellini), John (Kyle Chandler), Kevin (Norbert Leo Butz) e seu pais Robert (Sam Shepard) e Sally (Sissy Spacek).

Danny e Sally

A produção aguça a curiosidade e não é difícil assistirmos a tudo de uma vez apenas para saber o que aconteceu. Em todo episódio temos alguns flashbacks de um assassinato que queremos muito saber como ocorreu, mas só sabemos com detalhes nos dois últimos episódios.

A premissa não é exatamente original, já vimos inúmeras séries focadas em dramas familiares internos ( cito a maravilhosa Ray Donovan como exemplo), mas Bloodline achou um jeito interessante de se diferenciar. Narrada por John, ouvimos a frase “ Costumava achar que tinha sorte em nascer um Rayburn, agora não tenho tanta certeza”, esse sentimento é passado perfeitamente para quem assiste ao longo da temporada. Quando apresentada da primeira vez, a família feliz, unida e em perfeita sintonia nos causa um tipo de “inveja”, daquelas que dá vontade de ter uma família grande , carinhosa e bem sucedida como essa. Conforme vamos nos aprofundando nos podres da mesma, começamos a achar que nossa família tá boa como está mesmo…

O time de atores do núcleo principal foi um fator importantíssimo para a qualidade de Bloodline. Foi a maravilhosa atuação deles que conseguiu colocar todo o mistério necessário e cativante da obra, em especial Ben Mendelsohn e Kyle Chandler, que oscilavam entre inocência e raiva em questão de segundos. Sissy Spacek e Sam Shepard possuíam uma sintonia perfeita, essencial para representar o ar acolhedor da família.

John e Meg

Para fechar com chave de ouro, temos a ambientação sombria. Não é raro ver cenas acinzentadas que dão todo um toque de suspense a mais. Bloodline é uma produção bem diferente para os padrões da Netflix, que deu muito certo. Com um toque certo de mistério, informações no timing correto e gancho instigantes entre um episódio e outro, é uma série boa para assistir inteira em um final de semana, ou assistir aos pouco e ficar se perguntando diariamente o que virá depois.

Dos criadores e produtores executivos Todd A. Kessler, Daniel Zelman e Glenn Kessler, os treze episódios da primeira temporada de Bloodline já estão disponíveis no Netflix.

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