Wednesday, 5, August, 2020
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Review: Sense8- Season 2

Quase dois anos atrás Sense8 estreou conquistando uma legião de fãs. Criada pelos responsáveis por Matrix e com uma premissa original, a série que reunia 8 indivíduos mentalmente conectados que precisaram se unir para fugir de uma ameaça maior, agradou o público logo de cara.

Foi grande a espera, a substituição de Aml Ameen per Toby Onwumere – que se deu devido a um desentendimento do ator com as criadoras- gerou a necessidade de regravação de várias cenas, resultando em um grande atraso na estreia da nova temporada. Mas enfim a segunda temporada de Sense8 chega para alegrar o fãs.

E de fato, os novos episódios compensam a espera. Mantendo o mesmo padrão da temporada anterior, a trama apresenta os sensates muito mais unidos, tentando sobreviver à perseguição de Sussuros (Terrence Mann), enquanto continua explorando as questões pessoais de cada um. Começando exatamente de onde a primeira temporada parou, a nova temporada (que na realidade começa com o especial de 2 horas que saiu no natal) não parece se diferenciar dos episódios apresentados, em alguns momentos parece inclusive tentar repetir algumas cenas, porém apresenta exatamente aquilo que os espectadores queriam ver: muito mais momentos que juntam as habilidades do grupo.

Crítica: Sense8- 2ª Temporada 1
Sense8 2ª Temporada | Imagem: Netflix

Diversidade é um tema muito mais explorado nessa temporada. Se a série parecia trabalhar contra o preconceito antes, agora deixa claro que pretende bater nessa tecla o tempo todo- e isso é maravilhoso! Com Lito (Miguel Ángel Silvestre) assumindo sua homossexualidade na temporada anterior, ficou um grande espaço para explorar a sua aceitação na sociedade (que rende um belo e emocionante discurso logo no primeiro episódio), e esse espaço foi muito bem aproveitado. Entretanto não é só ele que aborda a diversidade e aceitação, Nomi (Jamie Clayton) também ganhou algumas cenas comentando sua dificuldade como transexual com seus familiares e até mesmo Capheus (Toby Onwumere) e todo o núcleo da Quênia discutem sobre todos os tipos de diferenças, de racial a econômica.

A ficção cientifica é um foco muito maior agora. Sem a necessidade de explorar o processo de conexão individual dos personagens, que já foi muito abordada na 1ª temporada, sobra muito espaço para abusar das cenas que colocam os oito em ação e de quebra ainda inclui novos sensates na trama. Sim, há muitos outros com a mesma capacidade sensorial, divididos em grupos que possuem uma afinidade maior entre si, e sim, há cenas de ação mostrando esses grupos se enfrentando.

Os personagens que agregam pouco à trama e à dinâmica do grupo continuam iguais, a pobre Riley (Tuppence Middleton), conhecida como “a personagem que dá sono”, continua sem trazer muita utilidade aos parceiros, servindo como cuidadora do Will (Brian J. Smith) por boa parte da temporada, mas, para alegria de muitos espectadores, teve sua participação reduzida, evitando alguns momentos de tédio. Kala (Tina Desai) acaba perdendo um pouco o cartaz, sendo apenas uma pessoa presa em um triângulo amoroso sem muita utilidade, salvo alguns raros momentos onde seus dons farmacêuticos são necessários. Em compensação, os coadjuvantes ganham mais espaço, Daniela (Eréndira Ibarra) and Amanita (Freema Agyeman) são muito mais presentes e muito mais necessárias nessa temporada, além de Bug (Michael X. Sommers), que se torna essencial e também o alivio cômico da série.

As adições ao elenco foram uma grata surpresa. Desde Terrence Mann, que virou recorrente na tela após se conectar a Will na season finale da primeira temporada, à misteriosa nova sensate, interpretada divinamente por Valeria Bilello, que parece ter um interesse suspeito em Wolfgang (Max Riemelt), os novatos e as participações parecem sempre roubar a cena. Vale lembrar que ninguém menos que Sylvester McCoy (conhecido pro interpretar o Doctor na série clássica de Doctor Who e Radagast em O Hobbit) e Bruno Fagundes (filho de Antonio Fagundes), que faz uma aparição na cena da parada gay, fazem ótimas participações especiais.

Crítica: Sense8- 2ª Temporada 2
Sylverter McCoy em Sense8 | Imagem: SpoilerTv

Em suma, a segunda temporada de Sense8 se resume em mais; mais ação, mais ficção, mais participações, mais sensates, mais discursos de aceitação e mais referências (vale mencionar uma linda cena que regrava “Exterminador do Futuro”). Além de estar mais emocionante, a nova temporada parece tratar mais a fundo a trama central, sem perder os problemas pessoais, e deixa um gancho capaz de desesperar até os menos chegados, que sem dúvidas ficarão desesperados para ver o desfecho na terceira temporada.

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Thunder Wave note
Mais emocionante, explicando melhor a trama principal e com ótimas adições ao elenco, a 2ª temporada de Sense8 compensa a longa espera.

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