Sub: Com o aumento da concorrência e o novo aumento nas mensalidades, a gigante do streaming divide opiniões entre os assinantes que estudam conhecer outros serviços disponíveis no mercado

A globalização fez com que nós mudássemos nossas velhas maneiras de viver em sociedade. Desde o consumo de notícias ao alcance dos dedos até a disseminação das mesmas com apenas um clique. Tudo mudou: o jeito de ouvir música, de pedir comida, de se locomover pelas grandes e pequenas metrópoles, de se hospedar, viajar e de assistir TV. Streaming, traduzindo para o português literal, significa transmissão. Essa é mais uma das inúmeras palavras em outros idiomas que foi acrescida nosso vocabulário.

Criada em 1997 nos Estados Unidos, a Netflix surgiu como um serviço de entrega de DVDs por correspondência. 10 anos depois, criou a plataforma de streaming no país e somente em 2010, expandiu seus serviços começando pelo Canadá. Atualmente, mais de 190 países possuem o sinal da gigante do streaming — com exceção de China, Coreia do Norte, Crimeia e Síria. Aqui no Brasil e América Latina, somente a partir de 2011, que fomos apresentados a plataforma. Com mais de 22 idiomas disponíveis, estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas, mundialmente falando, são assinantes da Netflix.

No último mês de março, foi anunciado que o valor das mensalidades brasileiras aumentariam. Ficou mais ou menos assim:

PLANO BÁSICO (1 tela, conteúdo digital — não HD):
de R$ 19,90 para R$ 21,90 mensais (aumento de 10,5%).

PLANO PADRÃO (2 telas simultâneas, conteúdo HD):
de R$ 27,90 para R$ 32,90 mensais (aumento de 17,92%).

PLANO PREMIUM (4 telas simultâneas, conteúdo Ultra HD):
de R$ 37,90 para R$ 45,90 mensais (aumento de 21,10%).

Essa será a primeira vez que a empresa aumenta os valores de assinatura em todos os planos no Brasil desde 2017 — no ano em questão, o reajuste fora feito apenas nos planos Padrão e Premium. Em 2013 e em 2015, as assinaturas brasileiras também sofreram alterações. Em todas as ocasiões, somente o plano Básico manteve o valor de R$ 19,90.

O Catálogo Mundial

Não é novidade para ninguém que a Netflix modificou e revolucionou a maneira de consumir filmes e séries no formado home video. Se antigamente a graça era ir as videolocadoras e fazer aquele pacotão do final de semana ou feriado para curtir com os amigos ou com a família, hoje, o jeito mais em conta de se entreter em casa, é abrir a Netflix e aproveitar o catálogo do streaming.

Uma pesquisa realizada pelo portal Extreamist em 2017, ranqueou os países com o maior número de títulos disponíveis para seus assinantes. Em primeiro lugar está o Estados Unidos com cerca de 5.750 títulos — o que não é novidade para ninguém, haja vista que a empresa é americana com sede em Los Gatos, na Califórnia.

Em seguida, vem Guiana Francesa com 4.513 obras e Benim, na África Ocidental, com 3.633 produções disponíveis. Ainda no TOP 10, estão Jamaica com 3.576 títulos, República Dominicana com 3.523, Haiti e Honduras empatam e ocupam a mesma posição com 3.516 obras. O mesmo acontece com El Salvador e Nicarágua, dispondo de 3.515 produções cada e Paraguai com 3.510.

O Brasil está na 28ª posição com 2.234 títulos à disposição dos assinantes. Pode até parecer assustador, haja vista que o país consome conteúdo de entretenimento como ninguém. Mas se compararmos com outros países, o catálogo brasileiro é até atrativo. Marrocos, por exemplo, só possui 157 obras para seus assinantes. Angola tem 391 títulos e Taiwan, um catálogo de 520 produções.

O levantamento apontou que os Estados Unidos possuem o melhor custo-benefício cobrando US$ 8,99 (R$ 35,33) mensais de cada assinante. Os dinamarqueses desembolsam US$ 15,11 (R$ 59,39) por mês, tornando um dos países com pagamentos mais caros para obter a Netflix.

A Concorrência

Com o passar dos anos desde que a Netflix tornou-se uma das principais opções de lazer e entretenimento do mercado, outras plataformas foram lançadas com o intuito real de concorrer diretamente com a gigante do streaming. Aqui estão algumas delas com cobertura no Brasil:

* DISNEY+

Futuro serviço por assinatura, como o próprio nome entrega, comandada pela The Walt Disney Company. Recentemente, durante o CinemaCon 2019, a plataforma fora anunciada com lançamento previsto para o segundo semestre de 2019. Seu catálogo será composto de obras originais produzidas pelos estúdios Disney sob assinatura “Original Disney+”; séries e filmes do Disney Channel; filmes produzidos pelos estúdios Disney, Pixar, animações clássicas pelo The Walt Disney Studios e títulos de outros estúdios adquiridos pela empresa. Mesmo com toda essa produção grandiosa, o Disney+ não terá cerca de 20% dos títulos disponíveis na Netflix.

* AppleTV+

Não faz nem 1 ano que a Apple realizou um mega evento para anunciar que entrou de cabeça no universo do entretenimento. E na ocasião, um verdadeiro time de astros e estrelas do alto escalão de Hollywood fora apresentado durante a conferência de apresentação da plataforma. Nomes como Oprah Winfrey, Brie Larson, Steven Spielberg, Jennifer Garner, Jennifer Aniston, Amy Adams e muitos outros e outras, terão papéis fundamentais nas produções do streaming, que vão de roteirização, direção, produção a atuação dos “Originais AppleTV+”. Seu lançamento está previsto para o segundo semestre de 2019 e ao contrário do iOS ser um sistema operacional fechado (exclusivo para iPhones), a AppleTV+ estará disponível para todos os assinantes.

Leia+: Confira a programação já confirmada da AppleTV+

* Hulu

Uma outra opção de streaming disponível nos mercados americano e japonês, apenas. O que é lamentável, pois suas produções Originais e agregadas são tão interessantes quanto as disponíveis nos streamings concorrentes. A Walt Disney Company possui 67% das ações nos Estados Unidos, enquanto a Comcast (NBC Universa, DreamWorks Animation), outra dona, detém 33%. Atualmente, a sócia minoritária estuda vender seus 30% a Disney.

*

É o caso do Prime Video, serviço de streaming da Amazon que se encontra disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, Áustria, Índia e também no Brasil.

Os países com os melhores e piores catálogos do Netflix, segundo levantamento

NOTA
De acordo com a assessoria da Netflix, “o aumento será imediato para todos os novos membros que se inscreveram desde o último dia 14 de março, com exceção dos antigos assinantes, que receberam notificações por e-mail, através do aplicativo para mobiles e também, pelo acesso em computadores, laptops e TVs”.

O comunicado diz ainda que “o reajuste faz parte das políticas internas da empresa em rever seus preços periodicamente com o intuito de que a Netflix continue investindo na produção de entretenimento e na melhoria de seus serviços para o país”.

Ainda segundo a assessoria, em nota, explicaram que “não há um prazo determinado para que os antigos assinantes sejam cobrados com os novos valores, mas que aos poucos, a nova cobrança será vigente até que todos, assinantes novos e antigos, estejam com a nova cobrança em dias”.

Só no ano passado, a empresa investiu mais de U$ 8 bilhões para a produção de conteúdo original, e tudo indica que ela não pretende mudar o nível de investimentos tão cedo.

Em nota,

Se compararmos os valores apresentados anteriormente com os novos e levando em consideração o tempo em que as mensalidades não sofrem alterações, é justo que seja cobrado um valor mais alto para que haja

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