O bebê espelhado em Alec Baldwin que vem protagonizando os trailers de O Poderoso Chefinho sem duvidas deixou boa parte dos adultos com vontade de assistir a animação, apenas  pela fofura do bebê de terninho agindo como empresário. E é esse clima de fofura que dita o tom do longa.

Terei que dar um pulo nessa crítica e já explicar a questão principal da animação, que geralmente estaria nas considerações finais, para poder explicar e desenvolver esse texto corretamente. O roteiro de O Poderoso Chefinho investe na ambiguidade e isso causa uma reação de oito ou oitenta no público- ou você entende o duplo sentido e acha genial, ou não acredita nele e acha mal explicado. Durante todo o filme é mostrada a grande imaginação de Tim, o irmão mais velho, que tende a puxar para o lado dramático e imaginar situações totalmente absurdas, como estar de castigo e se ver em uma cela.

o Poderoso Chefinho
Imagem: DreamWorks

Essa imaginação é o que deixa a entender que na realidade, toda essa história de um irmãozinho que surgiu do nada, sendo chefe de outros bebês e tendo uma enorme missão pela frente, não passa de uma fantasia do garoto para lidar com um novo integrante na família. Porém, nada disso fica claro na animação, deixando a cargo do espectador interpretar como quiser.

Deixando a teoria da imaginação de lado, em suma, O Poderoso Chefinho é fofinho e cheio de situações engraçadas, tanto do cotidiano como as referências ao mundo dos negócios. A trama, em si, já parece sair da imaginação de uma criança. Nela, uma corporação – Baby Corp– é mantida apenas por bebês, que na realidade possuem a mentalidade de adultos, mas uma fórmula permite que mantenham a forma infantil pelo tempo que tomarem. O chefinho é encarregado da missão de descobrir a nova raça de cachorro que será lançada, prometendo assim acabar com o amor que os humanos possuem pelos bebês, passando todo para os animais.

O Poderoso Chefinho. Tim e o Chefinho.
Imagem: DreamWorks

Entre situações que passam do absurdo a engraçadas, a animação passa uma importante mensagem para as crianças, de aceitação de um novo irmão. Todos sabem que essa época é muito complicada para um filho, dividir um amor que até então era incondicional com uma nova pessoa é assustador e o longa tenta amenizar essa situação, mostrando para as crianças que há amor o suficiente para todos.

Diferente das animações da Disney, essa nova obra da DreamWorks é voltada quase exclusivamente para o público infantil. A mensagem é clara e irá atingir apenas as crianças, deixando para os adultos apenas algumas poucas cenas engraçadas e muita coisa sem explicação até a ambiguidade ser mostrada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui