Você pode até não conhecer Seth MacFarlane, mas certamente já assistiu e, provavelmente, gosta de suas criações. Famoso por suas comédias ácidas, Seth é a mente por trás de Family Guy, American Dad e do filme Ted. Agora, ele investe em parodiar a franquia Sci-Fi mais famosa que existe: Star Trek.

The Orville não nega o propósito de ser uma sátira de Star Trek, afinal, basta olhar o uniforme dos personagens e a intenção já fica clara. Entretanto, a trama é impressionantemente sutil e até mesmo bem coerente, não se limitando a imitar os acontecimentos da série original. A premissa lembra bastante os valores da série original de 1960, principalmente no início do episódio, o que torna a essa nova obra algo que vai muito além da comédia, mostrando valores que seriam bem aceitos em uma produção séria.

E esse é o problema de The Orville. A trama ficou tão coerente que podia ser vendida como uma ficção comum, porém sua obrigação humorística quebra o clima e coloca poucos momentos cômicos nesse piloto, que parecem ser colocados por obrigação e acabam ficando forçados. A qualidade da produção também é questionável, os efeitos visuais e cenários são muito bem colocados no início, mas em alguns momentos se mostram fracos, assim como as cenas de ação, que são realmente mal feitas. Sinceramente, não há como saber se esses erros eram intencionais ou apenas parte da proposta de ser uma paródia. De uma maneira ou de outra, são problemas que decaem a qualidade do episódio.

The Orville | Imagem: Fox

Trazendo elementos clássicos de obras intergalácticas, o piloto apresenta a proposta e os personagens. O casamento de Ed Mercer (Seth MacFarlane) acabou, quando ele encontrou a esposa na cama com outro. Algum tempo depois, ele finalmente realiza seu sonho de ser capitão de sua própria nave- a Orville-, mas sua alegria acaba quando ele descobre que sua ex-mulher, Kelly (Adrianne Palicki) será a comandante da nave. Essa relação é o ponto alto para a comédia, dando material suficiente para piadas, enquanto resolvem as missões.

The Orville acaba trazendo um bom roteiro, que é o que prejudica a série. A impressão que passa é que MacFalane queria produzir uma ficção científica, mas com medo de ser acusado de plágio resolveu soltar como paródia. Sem saber encontrar o equilíbrio entre o bom roteiro e as piadas desnecessárias, o episódio acaba sendo um bom entretenimento, mas com pouca qualidade.

Em suma, The Orville consegue agradar, porém como um entretenimento que passa a ideia de ser de baixo orçamento, e não uma produção da Fox. Seu primeiro piloto é cheio de altos e baixos, mas há a esperança de que, ao longo da temporada, a série encontre seu tom.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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