Sheldon Cooper é um dos personagens mais marcantes de The Big Bang Theory. Por ter Síndrome de Asperger, seu jeito diferente – que incluem sua incapacidade de entender sarcasmo e dificuldade de interação social-, e sua imensa inteligência, Sheldon rapidamente conquistou o público.

Por isso, não foi uma grande surpresa quando Young Sheldon foi anunciada, com a proposta de mostrar a, provavelmente complicada, infância do personagem. Para representá-lo foi escolhido o ator mirim Iain Armitage, que desde as primeiras divulgações mostrava um talento enorme para representar os famosos trejeitos característicos de Jim Parsons. De fato, o ator não deixa nada a desejar em sua atuação.

Em seu episódio de estreia, Young Sheldon mostra exatamente o que foi colocado no trailer. Narrado do Jim Parsons, como Sheldon adulto, esse piloto apresenta o personagem com 9 anos, quando, por ser tão inteligente, já está começando a cursar o ensino médio. A trama foca nos problemas sociais- dentro e fora de casa- que Sheldon sofre.

Familia de Sheldon em Young Sheldon | Imagem: CBS

The Big Bang Theory explora abertamente as características de Sheldon, mas raramente fala sobre isso com seriedade. Ao que tudo indica, Young Sheldon pretende abordar também o lado sério, entre momentos cômicos, a trama apresenta problemas típicos da criação de uma criança com comportamento diferente. Essa abordagem fica ainda mais evidente com o contraste do comportamento da mãe de Sheldon (Zoe Perry) em comparação com o restante da família, ela parece ser a única a entender as necessidades do filho.

Por outro lado, a intimidade do protagonista também é explorada. Já é de conhecimento do público que Sheldon não é muito afetuoso, sem ser fã de abraços ou qualquer contato íntimo em geral. O roteiro de Chuck Lorre aproveita para intensificar a importância desses raros momentos de carinho em cenas bem colocadas. A presença de dois irmãos na casa, inclusive uma gêmea muito bem representada pela pequena Raegan Revord, ajuda a deixar ainda mais gritantes as diferenças no comportamento de Sheldon.

Diferente de The Big Bang Theory, o spin-off não é gravado em frente a uma platéia, o que ajuda a dar um ar mais sério à produção. Essa mudança de tom e a narrativa do Sheldon adulto foram boas escolhas e funcionam muito bem nesse episódio. Entretanto, não há como saber se esses elementos irão continuar. Se o roteiro realmente resolver explorar a fundo a síndrome do personagem, Young Sheldon será uma ótima série.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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