Resenha: Carry On – Rainbow Rowell

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Rainbow Rowell é autora de diversos livros “amorzinhos”, como Anexos, Fangirl e Eleanor & Park – esse último, tem resenha aqui no site. Clique aqui e saiba mais. Quando me indicaram Carry On, fiquei muito ansioso para ler pois eu havia amado Eleanor & Park. Quando fui à livraria para comprar o livro, li um trechinho da sinopse e notei muita coisa parecida com Harry Potter, minha gente. Pus o livro de volta na prateleira. Alguns meses depois, retornei a livraria e o comprei e já de antemão digo que me arrependi, pois o livro não me agradou nenhum pouquinho – pera, agradou sim, só um pouco, mas perto de “Eleanor & Park”, Carry On foi bem chatinho.

***Cuidado, pode haver spoilers*** 

A história relata as aventuras de Simon Snow, um menino que aos 11 anos de idade descobre que é um bruxo e que também é órfão de pai e mãe e além de tudo isso, é “O Escolhido” para derrotar uma certa criatura que aterroriza o mundo dos bruxos – mas até então, ele não sabe disso. Então, ele é levado para a escola de magia pelo Mago, para aprender mais sobre feitiços e como controlá-los e durante seus estudos, Simon passa por diversos obstáculos e desafios até chegar em seu último ano na escola – onde tudo é narrado em primeira pessoa (um saco isso, no livro em questão).

Além de saber sobre o seu destino, ele tem de lidar com suas questões pessoais, afetivas e relacionamento com as outras pessoas da escola e com um serumaninho em particular: Tyrannus Basilton Grimm-Pitch, para os íntimos, “Baz”. E quem é esse guri? Nada mais, nada menos do que o arqui-inimigo de Simon. Para que você possa entender, Baz é como se fosse o “Draco Malfoy”, entende? Baz é descendente de uma linhagem de bruxos conceituados e muito poderosos (curioso, não?) e desde que chegaram à escola de magia, Simon e Baz dividem o mesmo quarto e diversas coisas aconteceram entre eles, como por exemplo, Simon relata no livro que diversas vezes, Baz tentou matá-lo.

O plot twist de Carry On é que durante a leitura, a gente percebe que Baz não odeia tanto assim o Simon, a narrativa nos deixa bem claro que ele nutre um certo sentimento pelo Escolhido e o mesmo é correspondido. Oi? Explica isso, Tot? Claro! Eles são bruxos, convivem desde sempre, se odeiam mas não se odeiam tanto como imaginamos, entenderam? Na história, somos apresentados a Penélope, uma bruxa que é a melhor amiga de Simon. Penny, como ele costuma chamá-la, é inteligente, descolada, feminista e super pra frente – confesso que ela é mais interessante do que o próprio Simon -. Temos também a Agatha, a namorada de Simon e ela é o oposto de Penélope: uma bruxa que não quer ser bruxa, prefere viver no mundo dos “Mundanos”, que são pessoas normais sem nenhum tipo de magia ou poder.

Pra quem não sabe, Simon e Baz não surgiram agora. Eles apareceram pela primeira vez no livro Fangirl, onde a personagem principal, Katty, é uma escritora de fanfics e na história, ela faz com que Simon e Baz se apaixonem. Após escrever Fangirl, Rainbow pensou a respeito e resolveu escrever um romance para Simon e Baz e claro, acrescentar outras personagens, outros cenários e outros enredos para florear o livro. Embora tudo remeta a Harry Potter, há uma pequena diferença em Carry On que podemos destacar: Rainbow continua sendo criativa demais ao escrever seus romances. Embora Harry Potter vive num mundo inteiramente mágico, usando sua varinha e conjurando feitiços, em Carry On, vemos os bruxos sem varinhas, conjurando os feitiços de forma bem particular. Por exemplo: “Não se preocupe, seja feliz”, “Nana, neném”, “De ponta cabeça!” ou “Tira o pé do chão!”.

Em suma, o livro não me agradou tanto – o que pode não acontecer com você, não é mesmo? E ao que tudo indica, o livro terá uma continuação e confesso, que não tenho/terei interesse algum em ler a suposta continuação de um “Carry On 2”. Mas a ideia não foi ruim, sabe? E nos traz uma boa lição de que pessoas poderosas, como Simon e Baz, mesmo sendo bruxos, podem sim se apaixonar. Porque não? Um tapa na cara da sociedade que Rainbow deu ao escrever sobre duas pessoas poderosas, de respeito e que são gays!

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Oi, tudo bom? Então,esse livro é uma “Continuação” do livro Fangirl. Esse livro é a fanfiction da personagem Cather. Por isso existem muitas semelhanças entre Harry Potter, que são até citadas por um dos personagens no livro Fangirl. Eu ainda não li Carry On, mas adorei Fangirl então…

    • Olá, Giulia. Tudo legal e com você?
      Pois é, a própria Rainbow no prefácio do livro, deixou claro que ela mesma se pegou pensando a respeito de Simon e todo seu universo. Ficamos muito felizes que você tenha gostado de “Fangirl” e esperamos que goste de “Carry On”. Volta pra contar pra gente o que achou do livro assim que terminar de ler? Obrigado pelo comentário.

      Super beijo! 😀

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