Review: The Rose and the Dagger- Renée Ahdieh

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Para a alegria dos angustiados fãs que ansiavam por saber o desfecho dos acontecimentos iniciados em A Fúria e a Aurora, finalmente chega a continuação, A Rosa e a Adaga.

A duologia narra uma versão diferente de Mil e Uma Noites, só que além de mais realista e romântica, conta com uma junção do conto original com as histórias contadas nele. Entenda melhor na resenha de A Fúria e a Aurora.

***Atenção: Contém Spoilers do primeiro volume a seguir***

Após a dolorosa separação de Sherazade and Khalid a trama nos leva a acompanhar separadamente o casal lidando com as consequências da distância e destruição. Sherazade se abriga junto com Tariq no acampamento de The sea, enquanto Khalid tenta reerguer seu reino, se entregando ao esforço físico para ajudar seu povo.

Em sua estadia no acampamento, Sherazade descobre muitas coisas, como as consequências que seu pai sofreu por usar a magia do livro, o eminente ataque que está sendo preparado contra o califa, além de ter a chance de se relacionar novamente com sua irmã, Irsa. Já sua amizade com Tariq, entretanto, está bem abalada, afinal, ele se sente traído.

Movida pela necessidade de ajudar seu pai doente e tentar acabar com a maldição que aterroriza Khalid e seu reino, Sherazade decide pedir ajuda ao Mago do Fogo e para chegar até ele acaba descobrindo seu próprio poder. Agora, ela precisa conseguir enfrentar os perigos de morar em um acampamento cercado de pessoas que odeiam seu marido, enquanto sorrateiramente foge para o encontro do Mago e tenta se aliar para achar uma solução para finalmente acabar com o sofrimento de seu amado.

“A verdadeira força não é a soberania. É reconhecer quando precisa de ajuda e ter a coragem de aceitá-la.”

O tom de A Rosa e a Adaga acaba sendo bem diferente de A Fúria e a Aurora. Enquanto o primeiro volume era recheado de mistério e expectativa, com um romance desabrochando, o segundo fica com a ação e uma carga emocional ainda maior, explorando os sentimentos entre familiares e amigo de longa data, com o romance entre os conhecidos personagens sendo mais explicito.

Renée Ahdieh já havia impressionado com sua escrita no livro antecessor, mas aqui ela prova que consegue explorar sentimentos profundo indo além do envolvimento dos protagonistas. A ambiguidade já era muito evidente em relação a Khalid, que mesmo não sendo o monstro que aparentava e tendo uma justificativa para seus atos, ainda era um assassino. Agora, ela explora os sentimentos dos outros em relação a ele e chega a ser interessante como ela demonstra que basta conhecer a pessoa, indo além das lendas, para saber que há mais nela do que se imagina. Porém, Khalid não é o único a ser analisado, relações profundas, principalmente entre pais e filhas são muito colocadas e questões como auto-aprovação não passam despercebidas.

Ahdieh consegue novamente fazer o leitor navegar –ou flutuar- por uma profunda e gostosa -porém tensa- narrativa, que explora relacionamentos, superações, vinganças e finaliza tudo com desfecho imprevisível. A Rosa e a Adaga entrega aos fãs tudo aquilo que eles queriam ver, mas não da maneira que imaginavam.

 

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