Resenha: Skreemer

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Reunindo a minissérie clássica de 1989, que praticamente moldou a Era Vertigo, o encadernado Skreemer, relançado agora pela Panini, traz as seis edições dessa interessante trama gângster.

Peter Milligan e Brett Ewins criaram o impetuoso Vetor Skreemer após assistir Era Uma Vez na América, onde se inspiraram para criar uma trama mafiosa nos quadrinhos. Ambientada em um mundo distópico, abalado pela Grande Queda, a trama é narrada por Timothy Finnegan, que juntando os personagens principais da história navega entre diferentes épocas para explicar o passado e o propósito de cada um.

Talvez essas mudanças de época se tornem confusas, mas ao decorrer dos acontecimentos se mostram necessárias para o total entendimento e algumas reviravoltas apresentadas no desfecho. Milligan e Ewins não pouparam esforços e não tiveram medo de ousar, portanto entregam ao leitor uma obra completa com o melhor estilo gângster que poderiam pedir na época- e talvez até nos tempos atuais.

Steve Dillon fica encarregado do realismo dessa obra, com traços que representam muito bem a violência não tão explicita da obra e o caráter sombrio dos personagens. Quando se mostra um mundo que foi destruído pela violência, também se apresenta pessoas que foram deturpadas desde sua infância e Dillon consegue representar isso em seus traços sempre que necessário, complementando o pesado enredo de Milligan e Ewins.

Violência retratada nos traços de Dillon | Imagem: Vertigo

Skreemer apresenta uma crueldade muito real em sua trama, que, infelizmente, não é difícil de ser encontrada em algumas famílias. Com uma história bem fechada e elementos clássicos encontrados nas melhores obras de mafiosos/gângster, Skreemer se distancia do que comumente vemos em quadrinhos e apresenta um enredo muito adulto e realmente interessante.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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