Na noite do último domingo (28), aconteceu a 60ª edição do Grammy Awards. Esse ano, a cerimônia foi no Madison Square Garden, em Nova Iorque. O ator e apresentador James Corden foi o anfitrião da noite e com a dose certa de humor, produziu algumas esquetes com alguns nomes da música.

Uma dessas, foi quando um elenco de estrelas da música fazia uma espécie de teste enquanto liam Fire and Fury, de Michael Wolf, livro que critica o atual governo de Donald Trump. O ponto alto do tal vídeo, foi quando Hilary Clintou apareceu lendo um trecho do livro. Hilary foi candidata à presidência dos Estados Unidos e era uma das favoritas a substituir Barack Obama, mas perdeu para Trump, apesar das pesquisas apontarem sua vitória na eleição presidencial americana. Enquanto candidata, Hilary ganhou o apoio da classe artística, principalmente de mulheres, do movimento feminista que viam em sua campanha, a continuidade das melhorias de Obama para o país.

De volta à premiação, o rapper Kendrick Lamar foi um dos destaques da noite, apesar de empatar com Jay-Z nas indicações. Todos as atenções estavam sobre ambos, que juntos, somavam 15 indicações. Mas o rei da noite foi Bruno Mars, que não sendo o favorito, levou 6 gramofones para casa. Jay-Z, com oito indicações, não venceu nenhuma categoria e Lamar, ganhou 5 categorias das 7 que estava indicado.

Mesmo não subindo ao palco para discursar por vencer, apresentar alguma categoria ou atração ou performar, Jay-Z gaanhou todas as honrarias no evento. Praticamente, todo casting da Roc Nation, sua gravadora, dedicava seus prêmios ao rapper, que um dia antes da cerimônia, foi o grande homenageado na festa pré-Grammy de Clive Davis, fundador da gravadora Arista Records e fez carreira também, como produtor musical. Clive foi o grande mentor da carreira e amigo pessoal de Whitney Houston, que no ano de sua morte, seria a grande homenageada por Davis.

A noite do Grammy também foi marcada por protestos e discursos inflamados contra abusos e assédios sexuais na indústria fonográfica norte-americana. Alguns artistas, fizeram uso de uma rosa branca como sinal de inconformismo a tantos escândalos que vieram à tona desde o final do ano passado. A cantora e atriz Janelle Monáe subiu ao palco para discursar contra os abusos sexuais, disparidade salarial entre homens e mulheres e o “Time’s Up!” fez parte de sua fala.

Aproveitando o momento, apresentou Kesha, que aos poucos retorna ao showbiz após um longo período longe dos holofotes por conta de disputas e processos judiciais contra seu ex-produtor, Dr. Luke. Apresentando-se com Praying, Kesha reuniu um coral de mulheres, todas vestidas de branco, e dividiu sua performance com Bebe Rexha, Cindy Lauper, Camila Cabello, Andrea Day e Julia Michaels. A canção fala sobre resistência em momentos difíceis e disso, Kesha sabe muito bem. Ela enfrentou um longo processo judicial contra Dr. Luke após acusá-lo de assédio sexual, o que a impediu de mudar de gravadora e lançar novas canções por questões contratuais. Isso movimentou o mundo da música através do movimento #KeshaFree (Kesha livre, em português).

Em seguida, Donald Trump novamente foi alfinetado por Camila Cabello. A ex-integrante da girlband Fifith Harmony, relatou sobre o orgulho de ser uma cubana-mexicana e da importância de seus pais terem imigrado para os Estados Unidos sem nada no bolso a não ser esperança. Camila lançou recentemente, seu primeiro álbum solo intitulado Camila e nele, a canção Havana, faz jus ao lado latino que a cantora possui, bem como todo o álbum possui essa temática.

Entre as melhores performances da noite, estão ao ato de abertura, que contou com Kendrick Lamar e o U2,

Lady Gaga,

Sam Smith,

P!nk que simplesmente encantou a todos com sua simplicidade e potência vocal,

Bruno Mars num dueto estilo anos 90 com a rapper Cardi B,

Rihanna botou o lado latino para fora e o corpo para jogo ao lado do DJ Khaled,

Elton John foi ovacionado ao lado de Miley Cyrus num dueto maravilhoso

e a cantora SZA, que mostrou toda sua potência vocal atrelado ao rap.

Confira abaixo a lista dos principais vencedores do Grammy Awards 2018.

ÁLBUM DO ANO
24K Magic – Bruno Mars

GRAVAÇÃO DO ANO
24K Magic – Bruno Mars

MÚSICA DO ANO
That’s What I Like — Bruno Mars (Christopher Brody Brown, James Fauntleroy, Philip Lawrence, Bruno Mars, Ray Charles McCullough II, Jeremy Reeves, Ray Romulus & Jonathan Yip)

MELHOR ARTISTA REVELAÇÃO
Alessia Cara

MELHOR PERFORMANCE POP SOLO
Shape Of You — Ed Sheeran

MELHOR PERFORMANCE POP DE DUO OU GRUPO
Feel It Still — Portugal. The Man

MELHOR ÁLBUM VOCAL POP
÷ (Divide) — Ed Sheeran

MELHOR PERFORMANCE DE R&B
That’s What I Like — Bruno Mars

MELHOR MÚSICA DE R&B
That’s What I Like — Bruno Mars

MELHOR ÁLBUM R&B
24K Magic — Bruno Mars

MELHOR ÁLBUM URBAN CONTEMPORÂNEO
Starboy — The Weeknd

MELHOR PERFORMANCE DE RAP
HUMBLE. — Kendrick Lamar

MELHOR MÚSICA DE RAP
HUMBLE. — Kendrick Lamar

MELHOR PERFORMANCE DE RAP/SUNG
LOYALTY. — Kendrick Lamar Featuring Rihanna

MELHOR ÁLBUM DE RAP
DAMN. — Kendrick Lamar

MELHOR ÁLBUM DE ROCK
A Deeper Understanding — The War On Drugs

MELHOR MÚSICA DE ROCK
Run – Foo Fighters

MELHOR ÁLBUM POP LATINO
El Dorado – Shakira

MELHOR CLIPE
HUMBLE. – Kendrick Lamar

MELHOR CANÇÃO PARA MÍDIA VISUAL
How Far I’ll Go – Moana (Lin-Manuel Miranda)

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