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Sci-Fi Trilogy and Arab Feminism are the highlights at the CCBB-RJ cinema show

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Portraying the diversity of Arab cinema through a selection of more than 30 cinematographic works directed by women is the objective of Arab Women´s Film Exhibition, que acontece até o dia 25 de março no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

Em sua segunda semana, questões políticas e sociais seguem permeando as produções de realizadoras árabes contemporâneas em uma programação que inclui ainda debates e mesas redondas.

Na sexta-feira, dia 15, às 19h, o destaque é a Trilogia Sci-fi, da diretora palestina Larissa Sansour, que aborda assuntos relevantes ao povo palestino. A sessão terá legenda descritiva e tradução em libras e após as exibições, haverá uma conversa pública com a cineasta Jo Serfaty, do Rio de Janeiro. 

Os filmes da trilogia são Um Êxodo Espacial (A Space Exodus), no qual a diretora recria a icônica cena do homem chegando à lua, utilizando referências do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick; Patrimônio Nacional (Nation Estate), que propõe uma solução para a questão palestina: um arranha-céu que abriga toda a população e seus territórios; e No Futuro eles Comiam da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) sobre uma intervenção história criada por um grupo de resistência. Destes, apenas o último foi exibido no Brasil.

Já no sábado, dia 16, às 17h30, acontece uma das mesas mais aguardadas da programação: “O mundo árabe no femininoreligião, nação e feminismos“,  com a presença de Elzahra Osman (Inep/UnB), Gisele Fonseca Chagas (NEOM/UFF) e Houda B. Bakour (NEOM/UFF);

No total a mostra contempla 13 longas-metragens, sendo oito inéditos, e 24 curtas, somando 37 produções de mais de 10 países: Arábia Saudita, Argélia, Egito, Iêmen, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Qatar, Síria e Tunísia. O projeto é uma realização da Partisane Filmes, patrocinada pelo Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com entrada franca para todas as sessões.

Diverse themes such as family conflicts, relationships, friendship, self-knowledge, women and LGBT are the background to address the current historical context of the region, which has different realities: from Egypt and Lebanon, which have always fostered artistic creation - whether with public or private resources - to Saudi Arabia, where it is still forbidden to open movie theaters.

The curatorship of Ana França and Analu Bambirra contemplated films of varied genres such as fiction, documentaries, experimental. “We do not intend to present a single answer about what it means to be an Arab woman, but rather to discuss the various possibilities by making a selection within the productions released from the 2000s onwards. Most of the selected films were not commercially released in Brazil”, explains Analu tantrum.

Na programação, o longa-metragem inédito no Brasil The Fortunate (The Blessed), da diretora argelina Sofia Djama é um dos destaques. O filme ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 2017, pela atuação de Lyna Khoudri, e o prêmio de Melhor Direção no Festival de Dubai.

Outros sete longas inéditos também estão entre os selecionados: Uma Substância Mágica Flui em Mim (A Magical Substance Flows Into Me), dirigido pela palestina Jumana Manna, cuja estreia mundial ocorreu na sessão Forum do Festival de Berlim em 2016. O filme parte de uma gravação do musicólogo Robert Lachmann, que leva a uma viagem que retrata a cultura musical palestina; Além da Sombra (Upon the Shadow), é sobre a questão LGBTQ na Tunísia, da diretora Nada Mezni Hafaiedh, vencedor do Tanit de Bronze no Festival Internacional de Carthage e exibido no festival Queer Lisboa; Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution), de Viola Shafik, que também teve estreia mundial na sessão Forum do Festival de Berlim e levanta questões sobre o período pós-Primavera Árabe no Egito; Pássaros de Setembro (Birds of September), primeiro longa-metragem da libanesa Sarah Francis, mostra um retrato íntimo da população de Beirute e foi exibido nos festivais CPH:DOX, FIDADOC Agadir e Art of the Real; Campos da Liberdade (Freedom Fields), filme líbio dirigido por Naziha Arebi, teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido no Festival de Londres e no IDFA, sobre o primeiro time de futebol feminino nacional do país; O Disco Quebrado (Broken Record) foi realizado no Iraque por Parine Jaddo e exibido no festival DOK Leipzig, que mostra o percurso da diretora em busca da letra de uma música iraquiana que a mãe cantava na sua infância; e Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between), filme polêmico da diretora árabe-israelense Maysaloun Hamoud, que foi lançado no Festival de San Sebastian e conta sobre a vida e as relações de três mulheres árabes em Tel Aviv: uma advogada criminalista muçulmana secular burguesa, uma DJ lésbica de família cristã liberal e uma garota muçulmana devota que se tornam colegas de quarto.

Também estão sendo exibidos 24 curtas-metragens, sendo 19 estreias. As exibições estão divididas em seis sessões, que trazem títulos como Eu Tenho te Observado o Tempo Todo (I have been watching you all along), primeiro filme da diretora Rawda Al-Thani e realizado no Qatar; Três Centímetros, dirigido pela libanesa Lara Zeidan, premiado com o Teddy Award de Melhor Curta-metragem do Festival de Berlim; Povo da Terra de Ninguém (People of the Wasteland), da diretora síria Heba Khaled, no qual ela tem acesso a imagens de GoPro realizadas por soldados sírios no front da guerra; Terreno Baldio (Terrain Vague), da argelina Latifa Said, que percorreu mais de 80 festivais em 37 países e ganhou mais de 20 prêmios; e Memória da Terra (Memory of the Land), da diretora palestino-espanhola Samira Badran, único filme de animação exibido na mostra.

Mais um debate também está na programação após a exibição de Eu Dançarei Se Eu Quisercom Gisele Fonseca Chagas da NEOM/UFF. E ainda a mesa redonda “Corpos-ficções palestinos: pensamentos fílmicos a partir de uma geografia violentada” formada por Tatiana Carvalho Costa Centro Universitário UNA / CORAGEM-UFMG), Carol Almeida (PPGCOM / UFPE), e Fernando Resende (PPGCOM / UFF).

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