Sinto duas mãozinhas acariciando os dois lados do meu rosto enquanto ouço: – “ele existe, Ele existe!”

Mauricio de Sousa. Quem não conhece este nome?

Durante 6 décadas, Mauricio vem alegrando a vida de gerações. Seus personagens são conhecidos em cada parte do Brasil e também do exterior.

“Na bela escola municipal Nishi Homi na cidade de Toyota, no Japão, palestro para mais de 300 alunos alegres e participantes. Pelas tantas as crianças me envolvem com palavras e gestos de carinho. Sinto duas mãozinhas acariciando os dois lados do meu rosto enquanto ouço: – “ele existe, Ele existe!”. Inesquecível.” Foto: @mauricioaraujosousa

A turminha já fez inclusive aventuras com personagens da Terra do Sol Nascente, de outro grande nome, Osamu Tesuka.

Tezuka e Maurício tornaram-se amigos em 1984 através da Fundação Japão.

Atualmente A Turma da Mônica é lançada em vários países como os EUA, Rússia, México entre outros.

E este grande sucesso rendeu seu primeiro filme com atores, que já está nos cinemas.

Confira a crítica de Turma da Mônica: Laços

Só que isso tudo não foi tão fácil. E com muita satisfação, Mauricio de Sousa concedeu uma pequena entrevista exclusiva para o Thuner Wave e o Fndom.club,  onde ele contou um pouquinho dessa história, pessoal e da empresa. Confira!

60 anos! A MSP já passou por vários planos econômicos e muita história do Brasil. Empresas gigantescas sumiram e outras menores tornaram-se grandes. Quais foram os problemas enfrentados e as barreiras que a empresa teve que percorrer durante 6 décadas e como ela conseguiu não apenas ser um sucesso nacional, mas também internacional?

Mauricio de Sousa: Os maiores problemas foram justamente os planos econômicos de cada governo. Muitas mudanças na área econômica geram instabilidade para quem quer produzir no Brasil. Mas, mesmo assim, sempre trabalhamos com recursos próprios para não depender de financiamentos e, por consequência, dívidas. Nós trabalhamos com criatividade, e também é uma área que exige contato on-line com o público. E esse é nosso segredo para não perdermos leitores e fãs da turminha. O sucesso é resultado de muito trabalho sobre novas ideias que surgem a todo o momento.

O Brasil possui grandes nomes na indústria internacional de quadrinhos, mas a sociedade ainda não vê com bons olhos as pessoas que desejam trabalhar com arte. Como vocês escolhem seus profissionais, o que sugerem para os jovens que desejam esta profissão mas não conseguem seguir esse sonho e como está o mercado de HQs para estes profissionais no Brasil?

MS:  Os quadrinistas brasileiros já são reconhecidos nacional e internacionalmente. Muitos super-heróis são produzidos por artistas de norte a sul do país. Mas, como em todas as profissões, muitas vezes artistas vivem dificuldades até se firmarem com seus estilos e mensagens gráficas aliadas aos seus personagens. Como não é uma atividade com muitos casos de sucesso, às vezes não contam sequer com a “torcida” da família. Mas a tendência é surgirem novos e bons profissionais que se firmem em direção aos seus sonhos. Foi mais ou menos assim comigo, embora com apoio da família. Quando comecei a criar as primeiras tiras de quadrinhos e os primeiros personagens, tive que batalhar muito, administrar meu tempo e passar alguns apuros financeiros. Mas sempre quis fazer o que faço até hoje; criar, evoluir e distribuir minha obra artística.

O Estúdio é aberto para a visitação de escolas. Qual o benefício dessa visita as crianças podem obter?

MS: Há muito tempo que queríamos ter visitas bem organizadas ao estúdio. Então, terceirizamos para uma empresa cuidar da melhor forma esse serviço. São visitas com turmas de 20 pessoas de manhã e à tarde, de terça-feira à quinta-feira. Nessas férias teremos de segunda à sexta, excepcionalmente. As crianças saem alegres e cheias de ideias porque conhecem como se produz uma revista de quadrinhos de nossa fábrica de ideias. Os pais adoram e os professores usam essa aprendizagem nas salas de aula.

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