quinta-feira, 22, abril, 2021
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O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive nos games

Por Giselle Lazaro

Gabriela Silvério, “hanabi hyuuga”, é a primeira mulher no time de League of Legends (LOL) do Rensga. A jovem sempre esteve no mundo dos games jogando Call of Duty e Counter Strike, mas 4 anos atrás ela encontrou o LoL que lhe deu a oportunidade de tornar uma profissão que já era sua paixão. Em entrevista ao Fndom.club, ela conta sobre sua trajetória como gamer, quais os desafios que enfrentou e o que pensa sobre o futuro da profissão.

Fndom: Como percebeu que queria jogar profissionalmente?

Gabriela: Eu sempre priorizei o jogo mesmo sem jogar profissionalmente. Então, decidi transformar em profissão algo que eu gosto muito e que eu já dedicava tanto tempo. Tive muito apoio dos meus amigos que sempre falavam do meu potencial e isso também me influenciou a buscar uma vaga na profissão.

Fndom: Como foi sua trajetória até entrar para o time do Rensga?

G: A minha trajetória foi bem simples, na verdade, já que a peneira da Rensga foi minha primeira participação em um campeonato oficial. Antes, eu jogava apenas solo e buscava uma oportunidade; quando um amigo me mandou o anúncio da peneira e eu resolvi tentar.

Fndom: Como você se sente sendo a primeira mulher a entrar no time do Rensga?

G: Eu fico muito feliz de ter sido escolhida para fazer parte do time e ainda mais por ser a primeira. Tenho certeza que essa escolha vai abrir espaço para muitas outras meninas. É gratificante ter um resultado positivo de algo que eu faço há anos. Me dá muita confiança por saber que eu não estava perdendo meu tempo e que tanta gente viu potencial em mim.

O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive nos games 1
Gabriela Silvério “Hanabi Hyuuga” (suporte) da Rensga GO (Foto: Alan Moreira)

Fndom: O que você diria para as mulheres que tem o sonho de trabalhar nessa profissão?

G: Eu estou apenas no começo, mas já sei que não é um caminho fácil. O que eu diria para mulheres que querem seguir nesse mesmo segmento é que para não desistir; se esforçar dentro do jogo para que ninguém duvide da sua capacidade e nunca abaixar a cabeça para os comentários negativos que ouvir. No final, trabalhar com algo que a gente ama faz tudo valer a pena.

Fndom: Quais foram os desafios durante a trajetória nessa profissão?

G: O maior desafio é quebrar a barreira do machismo inserido na comunidade gamer; isso me levou a estar sempre tendo que provar meu potencial e dignidade para estar ali no meio dos meninos.

Fndom: Como você se prepara para os campeonatos?

G: Estar sempre ligada no meta atual do jogo é importantíssimo na competição. Então, quando vou participar de um campeonato estudo o jogo, vejo o que está forte naquele momento, treino com diversos campeões para ter sempre resposta para as estratégias do time inimigo. Além da gameplay, é preciso manter a calma e não deixar o nervosismo e a ansiedade atrapalhar; uma alimentação leve antes dos jogos pode ajudar nisso.

Fndom: O que você espera do futuro da profissão e como se vê nela?

G: As carreiras de pro player em jogos eletrônicos estão crescendo cada dia mais e o que eu espero é que elas continuem assim, criando campeonatos e ocupando espaço na mídia. Eu tenho como meta, e sonho, participar do CBLOL; ainda é um sonho distante, mas o primeiro passo eu já dei. A partir de agora é trabalhar para melhorar e conquistar meus objetivos com o meu time.

Rensga é uma Organização de Esportes Eletrônico sediada em Goiânia que, em celebração ao dia internacional da mulher, 8 de março, divulgou nas redes sociais um vídeo sobre os desafios e a resistência das mulheres nos mundo dos games em que Gabriela protagonizou “Foi difícil chegar até aqui, mas resistir nunca foi uma opção”.

Confira o vídeo clicando aqui.

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