segunda-feira, 21, setembro, 2020
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Crítica: Gravidade

Há quanto tempo não vemos um filme que deixam a sensação de ter tudo, é instigantes cheios de adrenalina, prende o espectador do inicio ao fim, protagonizado pela Sandra Bullock e com uma interessante análise sobre o comportamento humano?

Alfonso Cuarón nos gratificou um filme completo dessa maneira, Gravidade (Gravity). Com uma trama muito original, a produção é de perder o fôlego com momentos de tensão vividos pela protagonista, porém, mesmo sendo ambientado no espaço e dando a impressão de que não teria nada mais a ser trabalhando além da sobrevivência, o roteiro consegue investir também na fragilidade e autocontrole do ser humano.

Na trama, a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) está em sua primeira missão espacial, juntamente com Matt Kowalski (George Clooney), que já é um astronauta bem experiente. A missão dos dois é consertar o telescópio Hubble. Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que percam todas as comunicações com a NASA e sejam jogados no espaço sideral. Agora, estão presos no meio do espaço sideral completamente sem recursos.

Gravidade
Sandra Bullock e George Clooney em Gravidade | Imagem: Warner Bros

Desespero é a palavra chave nessa obra. Não tem como assistir às situações angustiantes apresentadas sem sentir um certo sufoco, principalmente se a experiência for em IMAX e 3D. Com a ajuda dos ótimos efeitos visuais, a produção de qualidade surte o efeito desejado e enquanto apresenta cenas sufocantes, consegue captar a atenção do publico a ponto dos 90 minutos de duração parecerem apenas 15.

Investir em um elenco bem restrito, apenas dois atores aparecem em cena e algumas vozes, foi uma ideia genial para manter esse clima. Além de fornecer a maneira perfeita de lidar com questões pessoais da protagonista, já que tudo que ela possui nesse momento é o autocontrole e enquanto tenta manter um equilíbrio psicológico, dá espaço para uma interessante autoanálise que é o grande diferencial do longa.

Gravidade
Sandra Bullock e George Clooney em Gravidade | Imagem: Warner Bros

Claro que há momentos em que a veracidade da cena é questionável, porém o foco de Gravidade não é ser fisicamente fiel, afinal, ainda é uma ficção cientifica e isso permite alguns erros de execução quando se trata de pessoas presas no espaço. O verdadeiro foco é proporcionar uma ação diferente, com uma ótima análise para enriquecer o roteiro.

É seguro dizer que Sandra Bullock carrega o filme nas costas, sua ótima interpretação e os efeitos visuais são praticamente os únicos elementos em cena. Mas isso não a impede de surpreender com sua atuação, que consegue guiar o público pelos sentimentos necessários com grande facilidade. Momentos presos no espaço conseguem mostrar a gravidade da situação, porém é através das lágrimas e determinação da personagem que podemos de fato sentir o que tudo isso poderia causar nos envolvidos.

Cuarón consegue entregar uma bela obra, transmitindo a fragilidade humana usando apenas a grandiosidade do espaço.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Gravidade

Nota do Thunder Wave
Uma produção de qualidade, com um visual incrível, muita ação e um fundo reflexivo, Gravidade é um filme completo e impressionante.

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