O Grupo Companhia das Letras anunciou que, a partir de hoje (03), assumiu 100% do controle da tradicional e conceituada editora Zahar, fundada no Rio de Janeiro em 1956 por uma das figuras mais simbólicas do mercado brasileiro, o editor Jorge Zahar.

Dirigida por Ana Cristina Zahar, filha de Jorge, Mariana Zahar, neta e vice-presidente do SNEL, e Ana Paula Rocha, diretora de operações, a casa carioca tem sido um exemplo de sucesso editorial e de gestão empresarial, tendo respondido de maneira rápida e eficiente à crise das maiores redes de livrarias brasileiras e ao período sem vendas para programas de governo.

Pioneira na publicação de livros dedicados às áreas de ciências humanas e sociais no Brasil, a Zahar chega ao Grupo Companhia das Letras com títulos de enorme sucesso nos últimos anos, além de um respeitável acervo de clássicos universais, de títulos com vocação para estudos universitários e de obras infantis – uma das áreas prioritárias para o Grupo Companhia das Letras.

Para Luiz Schwarcz, “nos últimos tempos, embora a Companhia tenha crescido e decidido ampliar a comunidade de leitores com os quais falamos, a vocação de ser em essência uma editora de catálogo, de livros de longa duração, só foi aumentando. E é em cada um desses títulos, que querem sobreviver ao tempo, que a imagem de Jorge Zahar está espelhada e mantida. Ele foi o grande mestre desse olhar de vida longa aos livros, mestre dignamente representado por duas gerações de sua família, por Jorginho no início, e desde sempre e até agora por Cristina e Mariana. Não tive honra maior em minha vida do que a que se realiza neste momento: a de ter sido escolhido para continuar esse legado que mudou a história do livro no Brasil. Espero sinceramente estar à altura”.

Nas palavras de Ana Cristina Zahar e Mariana Zahar, “Zahar e Companhia das Letras têm uma longa história de parceria, inclusive na distribuição comercial dos títulos de ambas as casas, e sempre partilhamos o mesmo padrão ético. Depois de mais de sessenta anos de trajetória independente, estamos confiantes que o Grupo Companhia das Letras é o melhor para abrigar e manter com qualidade um catálogo de tamanha relevância no segmento de não-ficção, os títulos infantojuvenis da Pequena Zahar e os Clássicos Zahar”.

O processo de integração entre as duas editoras será conduzido por um comitê que contará, por parte do Grupo Companhia das Letras, além de Luiz Schwarcz, com a colaboração do publisher Otávio Costa e do editor Ricardo Teperman; pelo lado da Zahar, participarão as diretoras Ana Cristina Zahar (que permanecerá como consultora editorial após o processo de integração), Mariana Zahar e Ana Paula Rocha. O Grupo Companhia das Letras publicará ao todo – entre edições regulares e especiais – 240 títulos em 2019, e a Zahar, que continuará tendo sua sede no Rio de Janeiro, trinta títulos.

Com a chegada da Zahar, o Grupo Companhia das Letras passa a ter dezessete selos editoriais: Companhia das Letras, Objetiva, Zahar, Alfaguara, Suma, Paralela, Penguin-Companhia, Companhia de Bolso, Portfolio-Penguin, Fontanar, Companhia de Mesa, Quadrinhos na Companhia, Seguinte, Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar, Claro Enigma e Boa Companhia. Essa “federação’ de selos permite que o grupo possa ter todos os ganhos de escala com uma presença expressiva no mercado editorial brasileiro, ao mesmo tempo que garante a independência de cada selo, atendendo às necessidades de comunicação e promoção de cada nicho e mantendo a proximidade com seus autores.

 

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