sexta-feira, 27, maio, 2022

Halo | Série mantém a essência do jogo, mas nem tudo são flores na estreia

Halo finalmente está chegando para os assinantes do Paramount+. Assistimos aos dois primeiros episódios liberados pela Paramount americana e já pudemos ter um vislumbre do que está por vir. Mas será que ela realmente vale a pena?

Halo finalmente está chegando para os assinantes do Paramount+. Assistimos aos dois primeiros episódios liberados pela Paramount americana e já pudemos ter um vislumbre do que está por vir. Mas será que ela realmente vale a pena?

Adaptação

Como todos os fãs dos jogos, quadrinhos e livros já estão cansados de saber que nunca é fácil adaptar um universo. Sempre terá algo que “deveria estar lá” e outras que ninguém entende porque foi adicionado. Pelo menos nos últimos anos, tivemos boa adaptações dos jogos que chegaram nas telas.

Mas estamos falando de Halo, uma franquia de jogos de tiro em primeira pessoa de ficção científica militar que foi lançado em 15 de novembro de 2001 e desde então já teve várias continuações, spin-offs, livros, quadrinhos, animação, entre outros. Portanto, ganhar uma série para a TV não é nenhuma novidade.

Pelos dois primeiros episódios, a série é promissora e mesmo que não fosse, a segunda temporada de Halo já foi confirmada, portanto, é uma aposta interessante da Showtime e da Paramount+. A série pode ser assistida tranquilamente por qualquer pessoa que jamais tenha jogado a franquia ou que também nunca tenha ouvido falar de Halo.

Os fãs poderão conferir todo o universo construído nestas décadas, seus personagens, frases etc. Mas vale destacar que Halo não é bem uma adaptação exata do jogo, como os próprios responsáveis pela série sempre disseram. É um mundo em construção, que é feito junto dos espectadores. E isso é muito bom!

É complicado adaptar décadas de história em apenas um pouco mais de 50 minutos de série, portanto, não ser uma adaptação exata, ajuda e muito! Criar uma série para que todo o público de ficção possa assistir, é mais do que louvável, assim como foi feito com outras franquias como Star Trek: Discovery e até mesmo Picard.

As duas possuem os termos, o universo, mas mesmo que jamais tenha visto Star Trek, dá para assistir e entender o que está acontecendo. Lógico que sempre exisitirá aqueles que não gostam e chamam isso de “furo de roteiro”, mas é sempre bom lembrar que estes universos estão passando por uma reformulação para os novos dias que vivemos, assim como Halo.

História

Em Halo, uma épica batalha acontece durante o século XXVI entre a raça humana e uma espécie alienígena conhecida como Covenant. Após anos de domínio, quando colônias começam a se rebelar, a liderança da raça Covenant declara que humanos são hereges perante seus deuses e inicia uma onda genocida contra a raça humana.

Após a redescoberta dos anéis de Halo, o líder Master Chief (Pablo Schreiber) ao lado de sua equipe e a inteligência artificial Cortana, irão tentar destruir o que para os Covenant é um instrumento poderoso. Em contrapartida, a espécie Covenant também passa por conflitos internos próprios quando um de seus comandantes é exilado e se alia junto com outros divergentes ao lado dos humanos.

A trama explora a complexidade dessa nova sociedade em conflito e o passado de seus personagens, além de trazer incríveis cenas de ação. 

Pela sinopse dá para se esperar por uma excelente temporada, mas pelo que foi visto nos dois primeiros episódios, nada é tão grandioso assim. Infelizmente Halo sofre de outros fenômenos do entretenimento como o original Ghost in the Shell, que ganhou uma adaptação e as pessoas o chamaram de clichê.

A história de Ghost in the Shell é o que criou todos os clichês de filmes de ficção atuais e isso acontece com Halo. Nada do que acontece ali é novidade. Seu estilo de nave é muito parecida com de outras séries de ficção, assim como o estilo dos planetas e do design da série, que muito lembra The Expanse.

Lógico que isso tem um motivo, pois muitas dessas séries beberam das concepções de Halo. A história também não é nenhuma novidade no universo da ficção, com inimigos externos que são extremamente odiados, mas internamente existe uma luta moral e ética do que é certo ou errado em uma guerra.

Isso se bem trabalhado – é bom lembrar que só foram liberados dois episódios -, durante a temporada, poderá ser um fator decisivo de uma ótima ou péssima série. O remake de Battlestar Galactica soube trabalhar muito bem isso, portanto, mesmo que tenha uma narrativa já tão conhecida, dá para segurar os espectadores.

Mesmo assim, o primeiro episódio se mostrou um pouco confuso em sua história. Dá para saber quem é o inimigo, mas os conflitos políticos e seus motivos, ficam um pouco perdidos e até mesmo forçados ao trazer uma personagem que de “não quero saber de nada”, se torna “desesperada”, passa para “eu que mando”, e no final tem que ser salva, para que o protagonista possa se encontrar.

Caso não tenha compreendido, é o que acontece no primeiro episódio. O restante é muito simples com cenas de ação, apresentação de personagens, que se mostraram caricatos e em certos momentos pareciam saídos do jogo, mas que aos poucos foram melhorando.

Mas vale a pena?

Por dois episódios, Halo vale continuar a ser assistido sim. Não é uma das melhores adaptações e seu conteúdo – que pode ser pela velocidade ou novamente, por apenas dois episódios -, é relativamente raso.

Muitas séries, mesmo que com apenas um episódio, já mostram para o que vieram e a atmosfera de Halo parece ter sido feita realmente para o novo estilo maratonar. Falta diálogos mais fortes, motivos que impactam o público e principalmente uma história que envolva e te faça pensar, como acontece nos jogos e no universo da ficção.

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