sexta-feira, 30, outubro, 2020
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Crítica: IT- A Coisa

O filme que deixou os palhaços desempregados

A cada 27 anos Pennywise retorna para aterrorizar a cidade de Derry, em Maine e agora também aos cinemas.

Em 1990, exatamente 27 anos atrás, foi lançada a primeira adaptação da obra homônima de Stephen King, em formato de minissérie. Agora em 2017 chega o primeiro longa- metragem, que serve tanto com uma nova adaptação como um remake da produção e desde sua primeira divulgação promete ser o melhor terror do ano.

De fato, o longa consegue ser bem assustador e se manter fiel aos relatos de Stephen King em seu livro. Mérito de Bill Skarsgård, que entrega uma excelente atuação de Pennywise, capaz de deixar qualquer um desconfortável em suas aparições, em parceria com a ótima direção de Andy Muschietti, que demonstra muito talento na hora de posicionar a câmera no ângulo certo para deixar a cena ainda mais tensa.

Bill faz um ótimo trabalho, mas não é o único talento do filme. Na realidade, todo o elenco entrega exatamente o que foi prometido, principalmente a parte infantil composta por Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer , Wyatt Oleff e Sophia Lillis. Todos conseguem passar as principais características e peculiaridades dos personagem nem necessitar de nenhuma explicação, usando apenas a boa atuação para expor ao público suas questões pessoais. Sophia Lillis é a única exceção, mesmo entregando uma boa atuação, a atriz desliza um pouco em algumas cenas e deixa a desejar nos momentos de grande tensão.

Crítica: IT- A Coisa 1
O Clube de Perdedores de IT: A Coisa | Imagem: Warner Bros.

Adaptações sempre são complicadas e as de Stephen King se tornam ainda piores. Geralmente a ousadia do autor -que não tem medo de colocar palavras pesadas, cenas chocantes e preconceitos expostos de maneira muito realista-, complica o serviço quando é necessária uma exposição para um público mais amplo e a censura se torna um enorme problema. IT- A Coisa sofre bastante com isso, por mais que consiga passar a mensagem do preconceito em sua trama, não consegue manter chocante como a obra original. Já em outras mudanças, a escolha é certeira, principalmente a ideia de deixar de lado os complicados Flashbacks existentes em todo o livro. Manter a história separada, com foco nas crianças para depois mostrar a parte adulta, foi um acerto tanto para deixar o filme mais fluido, como para ajudar no marketing da empresa.

Outra mudança bem pensada foi investir menos em quantidade de formas que a Coisa assume e manter Pennywise como a forma original sempre que possível. No longa, a criatura não se transforma no medo mais recente da pessoa e sim no mais forte, isso torna as aparições um pouco menos chocantes, mas o padrão funciona melhor, tanto para reduzir os custos da produção como pra utilizar mais do recurso que deve ser usado e abusado: A representação de Skarsgård.

IT- A Coisa
Bill Skarsgård como Pennywise em It: A Coisa | Imagem: Warner Bros

Há alguns problemas de explicação, o roteiro investe muito pouco em conectar Pennywise à cidade e nem ao menos tenta apresentar a origem dessa criatura. Entretanto, não é uma questão que de fato prejudique no momento, pois existe a promessa que isso será explorado na continuação.

It- A Coisa entrega exatamente aquilo que foi prometido nas divulgações. Um terror bem feito, com várias referências para os fãs mais fanáticos da obra de Stephen King e mantendo o máximo possível dos tabus apresentados na história original. É uma produção que irá agradar aos leitores e não-leitores do livro, que consegue envolver e deixar a vontade de ver mais ao sair da sala de cinema.

Veja a ficha técnica e elenco completo de IT- A Coisa

Nota do Thunder Wave
O longa entrega aquilo que foi prometido, sendo um ótimo terror e se mantendo fiel aos fatos principais da obra de Stephen King.

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