Semana passada, nós publicamos que J. K. Rowling concedeu a jornalista britânica Christiane Amanpour, uma entrevista exclusiva sobre a Lumos, instituição de caridade a qual preside e na ocasião, ela revelaria uma surpresa para os fãs, lembram? A entrevista foi ao ar na última segunda-feira (10) pela CNN International.

Sobre a Lumos, Rowling confessou que foi a partir da leitura de uma reportagem no jornal. Na época, estava grávida e se emocionou bastante com as condições de vida de um menino que possuía cuidados especiais e que morava numa instituição na República Tcheca, passava a maior parte de seu tempo preso em uma espécie de cama-gaiola. Condoída e horrorizada com o que viu e na tentativa de melhorar as condições de vida de tantas outras crianças, nasceu a Lumos.

A jornalista perguntou a Rowling, o porque das iniciais “J” e “K”. “Ah, porque minha editora, que publicou Harry Potter, me disse que achavam que era um livro que atrairia garotos e garotas. Então eu disse: ‘Ah, ótimo!’. E depois perguntaram: ‘Então podemos usar suas iniciais?’. Porque, basicamente, eles estavam tentando disfarçar meu gênero. E é claro que isso durou três segundos. O que é ótimo“, relembrou Rowling. “Claro que não estou reclamando, mas o livro ganhou um prêmio e recebi um bom adiantamento dos Estados Unidos, e muita divulgação. Então fui ‘revelada’ como mulher“, disse.

Em seguida, Amanpour a elogiou dizendo algo sobre ser um exemplo de mulher forte. Rowling agradeceu e revelou gostar do “JK”, mas que se fosse para escolher, não teria sido pelo motivo de manter seu gênero em segredo nem por ser considerada uma mulher forte. “Eu estava tão agradecida por ser publicada que se me dissessem para me chamar Rupert, provavelmente teria acatado. Mas, agora, eu meio que curto ter um pseudônimo, porque sinto que até certo ponto, parece uma identidade e na minha vida privada, sou Jo Murray. E parece de fato uma distinção boa“, revelou a escritora.

Por último, veio a surpresa. A jornalista disse a J. K. Rowling que tinha lido em algum lugar, que ela estaria escrevendo um livro político para crianças e jovens e quis saber se de fato, era verdade. Ela respondeu que sim, mas que não se tratava de política partidária e fez questão de explicar o que de fato aconteceu. “O tema da minha festa de 50 anos que eu fiz no dia das bruxas, mesmo não tendo nascido no dia das bruxas, foi ‘venha vestido como seu pior pesadelo’. E eu me vesti de manuscrito perdido“, contou. “Por cima desse vestido, eu escrevi grande parte desse livro. Trata-se de um conto de fadas e eu já o acabei. Eu não sei se ele será publicado algum dia, mas na verdade ele está pendurado em meu guarda-roupas“, surpreendeu.

O pessoal do site Animagos postou a entrevista completa em seu canal no YouTube em idioma original. Se preferir, clique no ícone “legendas/legendas ocultas”, em seguida, “configurações” e depois, escolha o idioma português, que automaticamente será traduzido.

JK, publica esse livro pra gente, vai? Nunca te pedimos nada!

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