Falta de orçamento pode ser um fator decisivo para influenciar na qualidade de um jogo. Limitações de ordem financeira podem ser responsáveis por trazer menos funcionalidades ou qualidade em um game.

Mas, também não é garantia de sucesso. Há produções milionárias que resultaram em fracassos de vendas: verdadeiros rios de dinheiro indo pelo ralo no universo dos jogos.

Quando apreciamos a diversão dos jogos, acabamos por imergir no entretenimento e muitas vezes acabamos por esquecer que a indústria dos games é um grande negócio e, como todo empreendimento, tem seus riscos.

As razões para que um game com todos os recursos não consiga emplacar são as mais diversas, seja má execução do projeto ou até mesmo o “development hell” – expressão usada na indústria do cinema e dos games para indicar um período em que um projeto está com sua produção parada.

Preparamos uma lista com três jogos que custaram muito caro para serem desenvolvidos e ainda sim causaram muito prejuízo para seus produtores.

E.T (Atari 2600)

Considerado um dos piores games da história, foi um dos principais motivos por levar a sua produtora à falência. A Atari gastou fortunas para adquirir a licença de uso da marca para fazer este jogo; foi desembolsado um valor aproximado de U$ 25 milhões.

Apesar do sucesso de bilheteria, o jogo era de péssima qualidade. Sua produção contou com um prazo de apenas cinco semanas para desenvolver o jogo por completo. Resultado: enredo fraco, péssima jogabilidade e muitos bugs.

Foram produzidos 4 milhões de cartuchos deste título, sendo que 3,5 milhões acabaram encalhados nas lojas. Este foi mais um fracasso de mercado da Atari.

Anteriormente, eles haviam sofrido um grande prejuízo com o jogo Pac-Man, criado por Tōru Iwatani. Apesar de ser o jogo mais vendido da história, a versão de Pac-Man para Atari 2600 era muito inferior àquela para Arcade. Isso não agradou o público e a empresa teve que lidar com 5 milhões de cópias do game não vendidas.

Com um prejuízo anunciado de US$ 536 milhões, a Atari acabou entrando em falência. Curiosamente, na década de 1980, a Atari enterrou os cartuchos do jogo E.T e também do Pac-Man no novo México. Em 2014, escavadores encontraram estas relíquias em escavações.

Duke Nukem Forever (PlayStation 3, Xbox 360, PC)

Anunciado como uma continuação de Duke Nukem 3D (1996), este jogo demorou 15 anos para ser lançado no mercado. Não é por menos que o título Duke Nukem Forever é considerado o “Chinese Democracy” dos games – fãs de Guns n’ Roses irão entender a referência.

Não se sabe ao certo quanto foi gasto na produção de Duke Nukem Forever. Em entrevista concedida no ano de 2010 por um dos fundadores da GearBox Software (empresa responsável por finalizar o jogo), afirmou que o chefe da 3D Realms, George Broussard, investiu entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões do próprio bolso para garantir que o game fosse finalizado.

Faltou criatividade neste jogo. Entre os muitos elementos copiados do game original, os primeiros estágios passam-se em um cassino inspirado na versão anterior. Curiosamente, existem slots em sites de apostas online inspirados no tema Duke Nukem. Veja os melhores caça-níqueis online, certamente você encontrará jogos mais emocionantes.

Def Jam Rapstar (PlayStation 3, Xbox 360 e Wii)

Este game tem uma temática de hip-hop. É como se fosse um SingStar, porém focado em rap, com músicas de artistas reais deste gênero.

O grande problema deste jogo foi o fato da empresa desenvolvedora, a 4mm Games, não ter entrado em contato com as gravadoras para negociar o uso dos direitos autorais.

A gravadora EMI entrou com um processo de US$ 8 milhões contra os desenvolvedores, levando a 4mm Games à falência em menos de um ano após o lançamento de Def Jam Rapstar.

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