segunda-feira, 29, novembro, 2021

Lifetime apresenta campanha e programação especiais pelo Fim da Violência Contra a Mulher

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Na última quinta-feira, dia 18, aconteceu o evento online de lançamento da campanha latino-americana, O Normal é que te Amem, uma iniciativa da marca Lifetime. O objetivo foi promover um encontro entre mulheres de diferentes países que pudessem compartilhar experiências a respeito de violência doméstica, a fim de conscientizar e alertar outras pessoas. Para representar o Brasil, marcaram presença a atriz Luiza Brunet e a psicóloga Giselle Prado, criadora do projeto Um Socorro à Meia Noite

O Lifetime se destaca por ser a marca de entretenimento dedicado à mulher que celebra a igualdade, a inclusão e a aceitação e a campanha promovida por eles foca nos diferentes tipos de violência contra a mulher. Veiculadas em rádios, redes de cinemas, plataformas digitais, redes sociais e nos canais do grupo A+E Networks (Lifetime, A&E, History e History2), as peças e a leading page já estão no ar.

Como se sabe, a data de 25 de novembro foi escolhida pelas Nações Unidas para marcar o Dia Internacional do Combate à Violência Contra as Mulheres. A partir dos dias 22 a 25 de novembro, o Lifetime terá uma programação especial contando com filmes e documentários, baseados em histórias reais que fazem parte das ações sobre a conscientização pelo fim da violência contra mulheres.

Confira a lista das obras que serão veiculadas:

  • 22/11 – Torturada Pelo Próprio Pai
  • 23/11 – Além das Notícias: Jennifer Dulos
  • 24/11 – Desaparecida?
  • 25/11 – Aly Raisman: Uma Luz no Fim do Túnel e Minha História

No evento virtual de lançamento para a imprensa latino-americana da campanha O Normal é que te Amem, realizado na última quinta-feira (18), Luiza Brunet e Giselle Prado se uniram a duas mexicanas, Zundury e Karla Jacinto, também sobreviventes de violência. Entre relatos comoventes e experiências pessoais, todas falaram como se tornaram defensoras e ativistas pelo fim da violência de gênero.

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Os número que já eram ruins, ficaram piores com a pandemia global de coronavírus. De acordo com uma publicação feita pela Agencia Brasil, no último ano, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos diz ter sofrido algum tipo de violência ou agressão, no Brasil. Infelizmente, o estudo aponta que a residência continua sendo o lugar mais perigoso. Praticamente metade dos casos de violência aconteceu dentro de casa, e 73% dos agressores eram íntimos das vítimas. Maridos ou namorados em primeiro lugar, seguidos de ex-maridos ou ex-namorados, pais ou mães, padrastos ou madrastas e mesmo filhos e filhas.Lifetime apresenta campanha e programação especiais pelo Fim da Violência Contra a Mulher 1

Porém, é necessário estarmos atentos aos tipos de agressões que acontecem, pois não é só a agressão física ou a sexual que deixam marcas nas vitimas. Outros tipos de violência como a psicológica, a moral e a patrimonial deixam feridas que muitas vezes são difíceis de serem cicatrizadas. Durante o evento, Luiza Brunet, que já foi vítima de violência doméstica, falou da importância de debater o assunto publicamente:

As ativistas são extremamente importantes, porque elas vão estar levando informação a partir de um sentimento delas que é replicado todos os dias, todo minuto, a outra mulher que não sabe identificar, que não consegue falar por medo e vergonha. Então o ativismo é você romper o ciclo da violência e falar da sua dor com muita naturalidade. – Luiza Brunet

A campanha O Normal é que te Amem utiliza conteúdo do projeto Um Socorro à Meia Noite, criado por Giselle Prado, psicóloga e também vítima de violência doméstica, com o objetivo de informar, acolher e empoderar mulheres sobreviventes de qualquer tipo de agressão. Com mais de 45 mil seguidores, o perfil de Instagram do Um Socorro à Meia Noite é uma rede e apoio, e traz informações relevantes sobre autoestima e dicas para combater a violência contra a mulher – entre elas, o papel dos homens, estatísticas e contatos úteis para pedir ajuda, além de focar na recuperação das vitimas que sofreram diferentes tipos de violência. A ação conta ainda com a participação da psicóloga Marília Palma.

As mexicanas, Zundury e Karla Jacinto falaram não só da violência contra a mulher, mas de um outro assunto como o tráfico de pessoas que ocorre no mundo todo. De acordo com uma matéria sobre o assunto publicada pela CNN, apesar de alguns avanços sobre o tema, apenas em outubro de 2016 foi sancionada no país a lei específica sobre o tráfico de pessoas. Até então, o tráfico humano, considerado a terceira maior atividade ilícita do mundo, estava ligado apenas à prostituição e à exploração sexual. Agora, no entanto, o crime ocorre quando a vítima é agenciada, recrutada, transportada ou comprada mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso.  

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Para a exploração sexual, as principais vítimas seguem sendo mulheres e para o trabalho escravo, homens. Segundo a ONU, a população infantil em todo o mundo representa 34% das vítimas deste tipo de crime. Segundo o Relatório Nacional aponta que é possível supor que os criminosos estejam adaptando as estratégias de aliciamento à nova realidade gerada pela pandemia, especialmente por meio do uso das modernas tecnologias de comunicação. 

Karen Santiago, diretora de Conteúdo e Comunicação do Lifetime afirma que o objetivo da marca é transmitir que toda mulher merece respeito e pode contar com um grupo de apoio, com seus amigos, família e organizações especializadas, para refazer sua vida junto às pessoas que a valorizam e a amam.

Com esta campanha honesta e direta, o Lifetime estimula a quebra do silencio entre filhos, vizinhos ou amigos que conheçam casos de violência contra a mulher. Durante a pandemia, os casos não apenas continuaram como se multiplicaram

O fato é que mesmo falando sobre a violência, para a vítima é um processo muito dolorido e a vergonha e a culpa são coisas que pesam na hora de tomar alguma decisão. É preciso reconhecer que, ao longo desse um ano de pandemia, algumas medidas importantes foram tomadas para fortalecer a atenção às mulheres vítimas de violência. A Lei 14.022/20, sancionada em julho de 2020, regulamenta o registro de boletins de ocorrência online e por telefone de violência doméstica e intrafamiliar. Além disso, buscou priorizar os atendimentos às vítimas, tornando-os mais ágeis, e definiu a prorrogação automática das medidas protetivas de urgência já existentes enquanto houver estado de emergência em território nacional. 

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ressalta que durante o isolamento social, o Brasil contabilizou 1.350 casos de feminicídio em 2020 – um a cada seis horas e meia. O número é 0,7% maior comparado ao total de 2019. Ao mesmo tempo, o registro em delegacias de outros crimes contra as mulheres caiu no período, embora haja sinais de que a violência doméstica, na verdade, pode ter aumentado.

Apesar de ser um tema delicado, é muito positivo a preocupação do Lifetime em promover uma programação voltada para a conscientização da violência contra mulheres. Resta a esperança de que esses números baixem e nao aumentem. A meta da campanha é mostrar que as mulheres que estiverem em um momento obscuro em que se sintam agredidas por seus pares, elas podem se encher de coragem para sair dessa situação.

Dentro da minha casa, o que eu vivenciei na infância eu não quis replicar, eu sempre contava para o meu filho as situações que eu vivenciei. Hoje em dia ele está num relacionamento há quatro anos, é um relacionamento muito respeitoso, de fidelidade. – Luiza Brunet

O Nerd Social é uma iniciativa do Lugar Nenhum.

Atenas
Atenas é a deusa da sabedoria, da guerra, da beleza e da reflexão. Aqui no Thunder Wave, é conhecida como Taigra Brandão que defende com primazia qualquer produção cinematográfica digna de respeito

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