segunda-feira, 29, novembro, 2021

LIMBO… até eu decidir | Nova série apresenta protagonista forte que promete superar os homens em campo empresarial

A única série da America Latina indicada ao Canneseries, LIMBO… até eu decidir apresenta uma interessante história com uma protagonista forte e muito bem construida.

Composta por 10 episódios de 45 minutos e filmada nas cidades de Buenos Aires e Madri, a original Star acompanha a história de Sofia (Clara Lago), uma jovem milionária que parece ter tudo: uma vida glamurosa, uma família que satisfaz todos os seus caprichos e grandes amigos que são seus cúmplices em um estilo de vida ousado. Quando seu pai (Enrique Piñeyro) morre, ela deve retornar a Buenos Aires, cidade onde nasceu, e enfrentar um intenso legado que inclui o negócio da família, a rivalidade com seus dois irmãos (Mike Amigorena e Esteban Pérez) e a descoberta de um lado desconhecido de seu pai. Motivada a provar que ela pode ser mais que um caro enfeite, Sofía embarcará em uma jornada cheia de tropeços, mas também de revelações.

Com altos valores de produção, talento de excelência tanto na frente quanto por trás das câmeras, e um tom original e perturbador, a série gira em torno de uma forte personagem feminina que deve conseguir seu lugar em um ambiente masculino, destacando temas de empoderamento feminino e o questionamento de mandatos sociais e culturais.

Segundo as diretoras Agustina Macri e Fabiana Tiscornia, em bate papo com o Thunder Wave, o feminismo é algo muito bem trabalhado nessa obra e pretendem até que a protagonista faça uma luta contra o patriarcado. Já a atriz principal Clara Lago comenta que essa construção foi muito bem pensada para passar a mensagem correta.

Veja abaixo a entrevista completa:

LIMBO… até eu decidir | Nova série apresenta protagonista forte que promete superar os homens em campo empresarial 1
Elenco e produção de Limbo… Até eu Decidir em Canneseries / Divulgação

TW: Vocês escolheram colocar um tipo de surdez interessante na trama. Ela possui uma surdez que deixa um silêncio só dela. Qual foi o trabalho de pesquisa necessário para esse elemento e pretendem tratar mais disso no futuro?

Agustina Macri : A protagonista usa um implante coclear. Pesquisei sobre o assunto para nos informar e comprar com precisão para não errar. Tentei descobrir um modelo com um pouco mais de tecnologia e nos identificamos com um objeto que poderia colocar e desligar quando quiser. Achei que era uma maneira criativa para tentar explorar como era aquele sentimento e representar visualmente a história.

TW: Qual a inspiração e o preparo necessario para essa personagem?

Clara Lago: Tive consultoria da Karina, a pessoa que estava lá para nos ajudar com toda a questão da linguagem digital, ela usa um implante coclear. Assim levamos em conta o tempo que ficaram sem poder ouvir nada também. Mas não houve nada especialmente marcante na hora de interpretar, simplesmente para mim serviu para que eu construísse esse pequeno trauma de infância que justifica como ela tende a ir ao seu mundo pessoal e silêncioso de vez em quando.

TW: A Sofia começa como uma personagem que não está envolvida no mundo dos negócios e dá a impressão de que seu arco a deixará melhor do que os irmãos nesse assunto. É essa a ideia da personagem, representar o feminino vencendo o patriarcado?

Fabiana Tiscornia: Sofia é uma pessoa que sofreu privações, aliás, teve uma série de privações muito próximas umas das outras, muito perto de golpes com todo aquele fardo da privação, armados para deixa-lá de fora da família. Quando no primeiro episódio ela retorna ao seu país de origem e volta a ter contato com aquela herança de negócios, e também com os relacionados antigos, ela começa a tentar construir algo diferente e claro que vai se fortalecer nessa busca. Vai reconstruir e pensar e visitar lugares traumáticos e com isso vai se fortalecer. Há uma leitura clara sobre o poder que uma mulher tem, sobre o poder que um ser humano tem de se desenvolver em liberdade, entendendo a liberdade também como capacidade de se curar, liberdade como capacidade de cuidar de nós mesmos e dos nossos.

Clara Lago: Para mim o que eu gostei quando li os dois primeiros capítulos é que sempre achei que tinha uma escala muito humana na série, que além dos problemas e traumas, falava de algo muito humano que qualquer um, em diversificadas condições de vida, pode se sentir convidado a assistir e se identificar.

TW: Limbo… Até que Eu Decida foi a unica série da America Latina a ser indicada para o Canneseries. O que acham que destaca a série para valer essa indicação?

Agustina Macri: Eu diria que felizmente há presença da América Latina no festival de hoje, é a vez do Limbo ser feliz amanhã. Felizmente isso acontece, temos a possibilidade de trazer a série e que eles vão abrir caminhos para todos.

Clara Lago: Acho que o motivo é ser uma série feminina, emocional e acho que pelo lado estético me parece que visualmente a série é muito atraente, que tem um ritmo e uma gama de cores que às vezes me lembra o cinema porque sempre foi mais valorizado, teve mais prestígio.

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