quarta-feira, 20, outubro, 2021

Crítica: Malévola

Malévola é uma das vilãs mais conhecidas da Disney, que desde 1959 reinava com a mais poderosa da empresa. Mas como todo vilão precisa de um motivo para se tornar tão maligno, a Disney resolveu dar um passado para àquela que nutria um enorme ódio pela Bela Adormecida e sua família.

E ao justificar seus motivos, acabou tirando a maldade pelo qual a personagem era tão marcada. Malévola (Angelina Jolie), na realidade é um ser mágico, uma fada, que vivia em harmonia com a natureza e os seres mágicos da floresta. Mas o reino dos homens querem à força tomar a floresta e acabar com os seres mágicos, então travam uma batalha onde o antigo rei se fere. Tomado de extremo ódio, o rei decide se vingar de Malévola, e decreta que quem a matar terá seu reino e a mão de sua filha. Na adolescência, Malévola conhece o jovem Stefan (Toby Regbo) e eles nutrem uma bela amizade, mas quando adulto, (interpretado por Sharlto Copley), ele a traí ao cortar suas asas para se tornar o novo rei. Essa traição faz com que ela seja dominada por ódio e vingança, se tornando a temível bruxa má.

Malévola
Malévola | Imagem: Disney

O roteiro de Linda Woolverton (responsável por O Rei Leão e A Bela e a Fera) se mantem fiel à animação, em relação à princesa. Porém transforma a vida de Malévola em uma nova história da Disney, que funciona como um lindo retrato do amor e superação, comumente visto nos longas da empresa, mas acaba com o principal da protagonista: sua maldade. Na realidade ela se mantem má por um curto período de tempo, começando boa e se tornando maligna por tempo suficiente para refazer a cena do batizado, então ela começa a observar a criança e visivelmente se afeiçoa por ela. Em certo ponto trama transforma a protagonista em uma anti-heroína, e sua relação com Aurora (Elle Fanning) como mãe e filha. Sinceramente, essa não é a vilã retratada nos desenhos.

Há outros fatos que não casam nesse roteiro, por exemplo a falha ao explicar o motivo do nome de Malévola, visto que ela nasceu uma fada e já com esse nome que remete à maldade. Fica evidente que apenas pegaram uma personagem marcante e deram uma produção solo padrão, provando que a Disney não consegue manter um personagem realmente maligno.

princesa aurora
Princesa Aurora de Malévola | Imagem: Disney

Entretanto, de todos os problemas que o longa possa ter, Angelina Jolie não é um deles. A Atriz carrega o filme nas costas com sua maravilhosa atuação, sabendo dar charme e elegância à personagem, enquanto consegue transparecer as sutis mudanças em seu comportamento. O restante do elenco cumpre bem papel, porém são ofuscados pela atuação da protagonista. O visual é outro ponto positivo de Malévola, assim como a maioria das produções da Disney, possui lindos cenários, efeitos convincentes e claro, figurinos impecáveis.

Angelina e filha
Angelina e sua filha em Malévola |Imagem: Disney

Malévola é um bom filme, seguindo os padrões da empresa ele entrega exatamente o tipo de trama que os fãs estão acostumados – e amam ver. É convincente e com uma linda mensagem, mas não é um filme digno da vilã.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Malévola

Nota do Thunder Wave
é uma boa produção da Disney, porém descaracteriza a vilã.

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