quinta-feira, 29, outubro, 2020
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Crítica: Maze Runner- Cura Mortal

O terceiro filme da franquia Maze Runner, finalmente chega aos cinemas. Com quase um ano de atraso, devido ao acidente sofrido por seu protagonista Dylan O’Brien, durante as filmagens, Maze Runner: A Cura Mortal não fecha apenas o ciclo desta saga, mas parece encerrar também – pelo menos por enquanto -, as histórias juvenis de futuro distópico como Jogos Vorazes.

Maze Runner: A Cura Mortal é rápido, com muita adrenalina e desfechos fáceis. Mostrando que realmente os produtores viram a decadência neste tipo de produção, já que durante os anos tivemos uma avalanche de futuros distópicos com adolescentes que solucionam tudo, adultos que praticamente servem como vilões e mocinhos que se perdem durante a narrativa, não tendo praticamente nenhum propósito.

De qualquer forma, A Cura Mortal é melhor do que seu antecessor. Ele cresce muito mais em ação e logo em seus segundos iniciais já mostra para que veio. Com uma sequência frenética no resgate do trem em movimento, a adrenalina corre pelo corpo do público. As cenas de ação são empolgantes e animadas, não deixando a plateia desconfiada que isso é apenas um pano para o enganar, pois não existe uma história por trás de tudo.

Maze Runner: A Cura Mortal
Maze Runner: A Cura Mortal Imagem: 20th Century Fox

Mesmo que não tenha reviravoltas, a narração é linear e com os clichês esperados deste tipo de filme. Ele não foge do padrão e os desfechos de cenas são aquilo que realmente o espectador está vendo na tela. E muitas vezes até demorado.

Mesmo assim, mergulhamos junto aos personagens neste mundo caótico apresentado por Maze Runner. São missões com uma série de dificuldades, que apenas aumentam durante a aventura, levando os heróis sempre a beira do precipício. O curioso em Maze Runner é colocar seus personagens em constante perigo, enfrentando inimigos cada vez mais perigosos como o que acontece nos games, mas nunca expondo Thomas e companhia realmente a um perigo contra armas de fogo. O que o transforma realmente em um longa diferente, onde o perigo são muito mais ameaçadores no quesito psicológico do que físico.

Maze Runner: A Cura Mortal
Maze Runner: A Cura Mortal Imagem: 20th Century Fox

O que Thomas precisa realmente nesta última trama definir, não é apenas o fim do CRUEL e resgatar seu amigo Minho (Ki Hong Lee), mas também resolver seus problemas pessoais que ficaram no passado, sobre quem ele é neste universo, seus sentimentos por Teresa (Kaya Scodelario) e o que será deste novo mundo.

Entre os pontos negativos, fica para a pressa em resolver os problemas durante o filme, como se realmente quisessem acabar logo com isso e fechar as portas para começarem algo novo. Isso se tona mais gritante no final, com fortes clichês e a cena lamentável no final de um dos personagens em cima de um prédio. Ainda com o bônus de Aidan Gillen, que parece não ter saído de seu papel como Mindinho de Game of Thrones. Entretanto, mesmo sendo razoável, nada disso de fato atrapalha esta conclusão.

Nota do Thunder Wave
O longa é apressado e cheio de clichês, mas consegue finalizar bem a saga.

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