sexta-feira, 27, novembro, 2020
Início Filmes Críticas Crítica: Missão Impossível- Nação Secreta

Crítica: Missão Impossível- Nação Secreta

Se pudéssemos escolher o tema do novo Missão Impossível: Nação Secreta, ele seria “Never Say Die!”, do Black Sabbath. Vamos direto ao assunto, pois é exatamente o que o filme faz.

O filme é ótimo. Diversão garantida. É sempre bom quando uma produção cumpre aquilo a que ele se propõe, e o novo MI o faz com uma elegância histriônica. É quase uma resposta de Tom Cruise aos seus críticos, que apontavam uma possível decadência da sua figura diante de relativos fracassos recentes como o questionável Oblivion, mas também do ótimo No limite do Amanhã. Essa resposta é um grito, e dos bem altos: quase consegue competir com a destruição sonora provocada pelo último Mad Max na sala IMax, se é que isso é possível.E se o som não basta, o que se passa na tela é tão gritante quanto: um Tom Cruise cinquentenário em plena forma, pulando, mergulhando, batendo, dirigindo em alta velocidade. Todo tipo de estripulia que somente seu personagem multifuncional Ethan Hunt poderia realizar, e o ator consegue acompanhá-lo com um fôlego impressionante. Multifuncionalidade, aliás, foi a palavra de ordem para Cruise nesse filme. Ele produziu, atuou, ajudou a reescrever roteiro e a escolher diretor. Se o filme é o que é, é devido ao tempo e ao esforço pessoal colocados por Cruise nele.

tom-cruise-mission-impossible-rogue-nation
Missão Impossível: Nação Secreta | Imagem: Paramount Pictures

Falando no diretor, Christopher McQuarrie deve ter sofrido para acompanhar o astro no longa. Imagino o desespero desse homem no momento em que o astro do filme decidiu que iria voar do lado de fora de um avião, sem dublê nem nada. Mas McQuarrie não infartou, e conduziu o resto do filme com competência e, dentro do ritmo frenético do filme, alguma classe. O filme é bem organizado e, embora se delongue um pouco demais no seu último ato, o que pode ser um pouco cansativo para os mais sensíveis a adrenalina que o filme dispara, tudo tem o seu lugar e como dito no início ele entrega exatamente aquilo que o público espera de um blockbuster para encerrar o verão: ação de qualidade, filmada com competência e um elenco carismático. Todos os elementos que tornam as franquias de espionagem e ação estão lá: carros voando, tralhas tecnológicas, garotas saindo sensualmente da água. Estruturalmente, ele é praticamente idêntico ao quarto filme da franquia, Protocolo Fantasma, o que é uma coisa boa. Ele aproveita os melhores elementos deixados por J.J. Abrams no terceiro MI, que ainda pode ser considerado o melhor no geral, e enxuga a parte narrativa para explorar melhor as habilidades físicas e técnicas de cada um dos personagens.

Isso só poderia acontecer com um bom elenco de apoio, e isso está se tornando uma constante na franquia MI. A equipe é praticamente a mesma de Protocolo Fantasma, mas com tempos diferentes de exposição. Jeremy Renner, que durante um tempo foi cotado para substituir Cruise como protagonista de MI, teve sua participação diminuída a um quase coadjuvante de luxo. Mas ainda assim competente e consistente. Falando em coadjuvante de luxo, como não mencionar Alec Baldwin. É bom vê-lo em ação em algo que não seja uma comédia abobalhada. Embora ele não saia do terno e gravata, é bom ver um ator clássico em ação. Destaque para Simon Pegg que dessa vez não atua apenas como alívio cômico. É um personagem central para trama, e uma oportunidade que o ator aproveitou muito para demonstrar suas habilidades além da comédia. Outro destaque para Rebeca Ferguson. Embora tenha sido escolhida para ser a garota bonita do filme, ela tem uma participação central na trama, tanto conceitual como na hora da ação, e em ambos ela mostra consistência e competência, sem que para isso precise se envolver romanticamente com o personagem de Cruise. Ponto para o empoderamento feminino. Sean Harris, o vilão da vez, explora muito bem seu personagem. É um vilão com motivações políticas e econômicas, e a boa interpretação do ator transmite muito bem a passagem da calma arrogante do seu personagem no início do filme para a urgência que beira ao desespero quando percebe as coisas de complicando.

Ving Rhames continua sendo… Ving Rhames. Isso não é bom nem ruim. Apenas transmite uma sensação de estabilidade que todos precisamos nessa vida.

Missão Impossível: Nação Secreta
Missão Impossível: Nação Secreta | Imagem: Paramount Pictures

Na trama, a Impossible Mission Force se vê desmantelada pelo governo justamente no momento em Hunt mais precisava do seu apoio. Ele persegue uma organização terrorista chamada Sindicato, que possui motivações e uma organização mais complexa do que qualquer outra que Ethan Hunt enfrentou antes. Agora, ele se vê em duas frentes de batalha: fugindo do seu próprio governo e perseguindo o inimigo, e seus únicos aliados ou estão de mãos atadas ou possuem ações bastante questionáveis.

Um bom filme de ação. Claro, é possível que você não se lembre de muita coisa algumas horas depois do término da obra. Até porque, é tanta explosão e correria que é até bom relaxar um pouco depois do fim da sessão. Mas depois que você retomar o fôlego, volte para a franquia e espero pelo próximo MI. Porque, pelo pique de Tom Cruise nesse filme, ele e seu Ethan Hunt ainda gritarão por muito tempo: Never Say Die!

Veja a ficha técnica e elenco completo de Missão Impossível: Nação Secreta

 

Nota do Thunder Wave
O longa mostra o grande retorno de Ethan Hunt.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Siga nossas redes sociais

6,971FãsCurtir
3,084SeguidoresSeguir
4,355SeguidoresSeguir

Gameplay de Cyberpunk 2077 para Xbox Series X/S é revelado

0
A CD PROJEKT RED lançou hoje o vídeo de gameplay rodando Cyberpunk 2077 no Xbox One X e no Xbox Series X.

The Walking Dead | Cena de momento íntimo causa nojo nos...

0
Cena de momento íntimo entre Negan e Alpha causou reações negativas nos fãs de The Walking Dead. Veja.
pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave