quarta-feira, 27, janeiro, 2021
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Crítica: A Múmia (2017)

O início do 'Dark Universe'

Universos compartilhados existem em várias obras diferentes e não é de hoje que fazem sucesso com o público. Com o crescimento da técnica no cinema, é natural que cada empresa lute com as armas que têm (ou melhor, os direitos que têm) e una seus melhores personagens em sequências de filmes que irão praticamente garantir que o espectador retorne aos cinemas a cada lançamento.

A Universal Pictures, provavelmente por não ter super-heróis à disposição, demorou para conseguir uma oportunidade para criar seu universo, finalmente encontrando seu caminho através dos monstros clássicos produzidos pela empresa. Assim nasceu o Dark Universe, com a promessa de unir os monstros mais conhecidos e antigos do cinema, com o chamativo de protagonistas igualmente conhecidos.

Tudo isso começa em A Múmia, baseado na criatura criada em 1930, o novo longa tem a missão de entreter, mas com o foco muito maior em dar o pontapé inicial nesse universo sombrio. Em relação a apresentar a nova aposta da Universal, o filme se sai muito bem, já em relação ao entretenimento, chega a funcionar, porém apresenta algumas falhas no caminho.

Tom Cruise dá vida a Nick Morton, militar que, juntamente com seu parceiro Chris Vail (Jake Johnson), rouba antiguidades no Iraque. Contrariando todas as chances, o protagonista é um dos problemas do longa. Por mais incrível que possa parecer, Cruise não se dá bem no estilo cafajeste, resultando em um papel muito morno por quase toda a obra. Claro que nos momentos de ação o ator entrega sua conhecida atuação muito satisfatória – geralmente até mesmo sem uso de dublê – mas nas cenas normais seu personagem não convence como deveria e, mesmo que próximo ao desfecho entregue uma mudança que promete salvar os próximos filmes desse universo, acaba comprometendo a sintonia dele com o público.

A Múmia
Tom Cruise e Jake Johnson em A Múmia | Imagem: Universal Pictures

Talvez o problema não seja a atuação de Cruise em si, e sim a construção do personagem. A ideia era entregar um ladrão canastrão, sedutor e com momentos cômicos, mas a falta de um motivo para um militar querer ganhar sua vida roubando deixa o papel vazio. Contrastando diretamente com a arqueóloga Jenny Halsey (Annabelle Wallis), que deixa seus motivos tão expostos que poderia estragar alguma grande revelação se o público não soubesse o que está por vir. Na realidade todo o elenco parece ter alguma dificuldade para encontrar seu espaço, Johnson funciona em alguns momentos cômicos, mas se mostra dispensável para qualquer outra função e Russell Crowe por mais que convença como Dr. Henry Jekyll, parece ter problemas para dominar sua metade monstro.

O roteiro investe em alívios cômicos entre as cenas de ação, conseguindo arrancar algumas risadas, porém parece não encontrar um equilíbrio. A trama acaba jogando as informações de uma maneira desorganizada, passando da explicação sobre a princesa egípcia Ahmanet (Sofia Boutella), para a rasa apresentação de Nick, Chris e Jenny, mostrando em poucas palavras seus objetivos e então gastando um tempo necessário para a descoberta do sarcófago e liberação da múmia. A partir de então as cenas fogem de um padrão, passando de longos momento de ação para explicações sobre a Prodigium e só então voltando à questão central do longa. Essas bruscas mudanças dificultam o suspense que deveria existir na trama, resultando também em momentos “assustadores” previsíveis.

A Múmia
A Múmia | Imagem: Universal Pictures

Fica claro que o objetivo de A Múmia é iniciar esse novo universo e entregar uma nova versão do clássico monstro, lotada de ação. O longa consegue muito bem essa introdução, e não falha na ação, porém o resultado é um entretenimento básico, que ao que tudo indica irá ditar o tom dos próximos filmes baseados nesses monstros. Não é uma obra marcante, mas para quem quer apenas ver um monstro atualizado em uma produção que não economiza em efeitos, é um bom passatempo.

Veja a ficha técnica e elenco completo de A Múmia

Nota do Thunder Wave
A Múmia cumpre sua função ao introduzir o Dark Universe, mas comete erros que estragam a experiência do filme.

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