sábado, 23, janeiro, 2021
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No Dia do Orgulho Nerd, um bate papo com o Nerd Show sobre ser Nerd!

Dia do Orgulho Nerd, ou Dia do Orgulho Geek, é uma iniciativa que defende o direito de toda pessoa em ser um nerd ou um geek, e para promover a cultura nerd/geek, comemorada em 25 de maio. A data foi escolhida para comemorar a première do primeiro filme da série Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977 (não confundir com o Dia de Star Wars), mas divide a mesma data com dois outros “feriados” de fãs semelhantes: o Dia da Toalha, para os fãs da “trilogia de cinco” O Guia do Mochileiro das Galáxias, em homenagem ao seu escritor Douglas Adams, e o Glorioso 25 de Maio para os fãs da série Discworld, em homenagem ao seu escritor Terry Pratchett.

A iniciativa teve origem na Espanha em 2006 com o “Dia del Orgullo Friki” e se espalhou pelo mundo através da internet. Desta forma, fizemos um ping pong com o influencer Renato Wamberto, do canal Nerd Show no Youtube, que é especialista nesse assunto e possui o maior canal no YouTube de conteúdos dos anos 80 e 90, para falar sobre o que é ser Nerd. Confira abaixo:

O que é ser nerd nos dias de hoje?

Eu acho que ser nerd hoje é bem variável. Antigamente a gente era nerd por estudar bastante, hoje tem nerd de séries, nerd de jogos, nerd de animes, nerd Tecnológico… Eu acho que a coisa está se expandindo e vai continuar nesse ritmo. Gosto muito disso.

Como era o nerd antigamente?

Eu acho que o nerd antigamente era mais um estereótipo e um bode expiatório. Quem não se enquadra, por ser diferente ou por ter gostos exóticos era taxado como nerd. Também por ter alguns gostos considerados infantis.

Você, por ser uma pessoa que viveu as mudanças na fase nerd, vê com bons olhos tudo isso?

Eu acho ótimo! Para você ter uma ideia, era difícil ser fã de Star Wars há alguns anos. Não era como hoje que qualquer camisa em qualquer loja tem essas estampas. Atualmente temos um mercado inteiro aberto para a cultura Nerd. Então temos é que aproveitar bastante.

Quais as principais diferenças que você nota nos últimos anos?

Principalmente no cinema. Antigamente as informações eram muito unilaterais. O estúdio lançava um filme sem ouvir a audiência. Eles faziam isso com esperanças que desse certo e o público aprovasse. Hoje nós temos filmes específicos para o público nerd, e mesmo assim a comunidade é suficientemente grande para ser ouvida e representada.

O Nerd de hoje é aquele que só joga, lê quadrinhos, vê filmes, se veste cosplay ou faz tudo isso junto?

Eu acho que tanto tem os que fazem tudo, como os que participam de uma comunidade específica. Por exemplo: eu sou o Nerd dos jogos de tabuleiro (risos).

Você acredita que com maiores espaços na indústria do cinema, os nerds começaram a se sentir mais a vontade e se mostrarão ainda mais?

Com certeza. A representatividade é muito importante em nossas vidas. Por isso várias pessoas lutam tanto por elas. Há um tempo atrás eu não sairia com minhas meias Nerd, ficaria com vergonha, mas hoje em dia não me importo mais com isso. Minhas meias são demais. (risos)

Antigamente os nerds sofriam muito preconceito pelo seu modo de falar e de se vestir. Hoje a situação é completamente diferente. Temos roupas de todos os desenhos e jogos nerds. Os filmes contam histórias de nerd e uma das séries mais amadas da Netflix, Stranger Things, é de Nerd. Como você vê tudo isso?

Eu acho que estamos quebrando alguns paradigmas, quando vamos para escola sempre existem os “bandos”. Os populares, os esportistas e sempre existem os excluídos. O que a gente percebe, é que as histórias dessas pessoas uma vez excluídas também são interessantes. Aposto que isso está fazendo várias pessoas repensarem o tempo de escola.

Ainda existe preconceito com os Nerds?

Não de fora. Eu acho que existe um preconceito dos próprios nerds com os nerds. Muita gente tenta deslegitimar algumas pessoas falando algo do tipo: ”Só conhece os heróis por causa do filme da Marvel. Eu leio os quadrinhos“. Mas não acho que isso mude alguma coisa. Se você ouve rádio, nunca pode gostar da TV? Não faz sentido pra mim.

Você acredita que a profissionalização dos jogadores de videogame é uma causa ganha para os nerds? Por exemplo, anos atrás a gente nunca imaginaria que pessoas jogando game poderiam ser visadas e valorizadas. Hoje, elas são tão visadas como os jogadores de futebol.

Sim, eu acho. Só que eu vou além. Assim como os gamers, a profissão de criador de conteúdo também sofre com o preconceito e é uma causa ganha para os nerds. Nós trabalhamos com aquilo que amamos fazer. Sabe o que eu vejo de tudo isso? Que a vida pode ser mais leve do que era. Hoje em dia não temos mais os padrões rígidos da sociedade. Você pode trabalhar com o que realmente acredita e se sentir realizado. Basta se empenhar para isso acontecer e dar certo.

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