segunda-feira, 6, julho, 2020
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Crítica: O Congresso Futurista

Realidade e animação em uma utopia tecnológica

O Congresso Futurista possui uma proposta muito interessante, misturando realidade e animação, em uma utopia tecnológica, o longa tem uma enorme crítica à sociedade atual, que dá mais valor à tecnologia do que as pessoas ao seu redor.

Dirigido e com roteiro de Ari Folman, o filme é inspirado na obra de ficção científica homônima de Stanislaw Lem. Na trama, Robin Wright é uma atriz que há muito foi famosa, agora vive seu anos de decadência no mundo do cinema. Na tentativa de destacar novamente o nome de Robin, seu agente Al (Harvey Keitel) marca uma reunião com o executivo do estudio Miramount, Jeff (Danny Huston), que oferece a Robin a oportunidade surreal de ser “escaneada” e em troca de uma grande fortuna, a atriz venderia sua fisionomia e atuação e se tornaria uma atriz virtual, sendo de propriedade do estúdio e ficando assim proibida de atuar. De inicio Robin descarta essa proposta, mas após alguns acontecimentos com seu filho Aaron (Kodi Smit-McPhee) acaba aceitando a maluca proposta, porém mudando o contrato para 20 anos, ao invés de dar os direitos para toda a vida.

Robin Sendo Escaneada
Robin Sendo Escaneada | Imagem: Imovision

20 anos depois, a Miramount- que agora é feita exclusivamente de animações (literalmente feita, virou um mundo feito de animações)-, convoca uma reunião do Congresso Futurista e convida Robin. Essa reunião tem o objetivo de mudar o mundo como conhecemos e, a partir de agora, é possível “beber suas personalidades favoritas” e se transformar nelas, com uma fórmula criada por, é claro, japoneses. A Partir daqui, o filme inteiro vira animação e a utopia é feita.

É um roteiro realmente interessante, onde não é raro ver uma pequena crítica à sociedade atual e seu abuso de tecnológica. Porém, pecou pelo exagero, se tornando cansativo após a segunda cena exageradamente absurda. Durante toda a trama temos esse sentimento controverso de amor e ódio, onde nos irritamos com o exagero e já na próxima cena, somos surpreendidos por uma referência muito bem feita ou por uma lição de moral. Um exemplo perfeito desse sentimento controverso, é quando logo na primeira cena de animação, é inevitável pensar que, de alguma maneira, estamos sobre o efeito de LSD, e, rapidamente, é mencionado que tudo parece uma grande viagem de LSD. As partes cômicas, com referências de atores, escritores e roteiras atuais foram muito bem boladas, dando uma ajudada no roteiro.

Congresso animação
O Congresso Futurista | Imagem: Imovision

O Congresso Futurista compensa pelo seu teor crítico, mas é aconselhável assistir com a mente aberta e sabendo que a chance de se irritar com o exagero em algum momento é grande. Aos que não se importam com a enorme viajada, a obra será espetacular.

Veja a ficha técnica e elenco completo de O Congresso Futurista

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Nota do Thunder Wave
O longa possui um roteiro diferente e uma crítica social muito interessante, mas peca um pouco pelo exagero.

3 COMENTÁRIOS

  1. "Vale a pena conferir o filme pela lição que ele passa, mas mantendo em mente que ele irá, fatalmente, te irritar em algum ponto pela viajada que há no decorrer do mesmo."

    Não me irritou, então ao invés de um "ele irá", seria mais correto ser um "ele pode". É um belo filme filosófico e com uma animação fantástica.

  2. De fato, é a primeira pessoa que não se irrita com o exagero do filme. Irei aceitar a sugestão e mudar para um "pode", visto que não é uma regra. Obrigada pelo comentário e sugestão!

  3. “Vale a pena conferir o filme pela lição que ele passa, mas mantendo em mente que ele irá, fatalmente, te irritar em algum ponto pela viajada que há no decorrer do mesmo.”

    Não me irritou, então ao invés de um “ele irá”, seria mais correto ser um “ele pode”. É um belo filme filosófico e com uma animação fantástica.

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