O Congresso Futurista possui uma proposta muito interessante, misturando realidade e animação, em uma utopia tecnológica, o longa tem uma enorme crítica à sociedade atual, que dá mais valor à tecnologia do que as pessoas ao seu redor.

Dirigido e com roteiro de Ari Folman, o filme é inspirado na obra de ficção científica homônima de Stanislaw Lem. Na trama, Robin Wright é uma atriz que há muito foi famosa, agora vive seu anos de decadência no mundo do cinema. Na tentativa de destacar novamente o nome de Robin, seu agente Al (Harvey Keitel) marca uma reunião com o executivo do estudio Miramount, Jeff (Danny Huston), que oferece a Robin a oportunidade surreal de ser “escaneada” e em troca de uma grande fortuna, a atriz venderia sua fisionomia e atuação e se tornaria uma atriz virtual, sendo de propriedade do estúdio e ficando assim proibida de atuar. De inicio Robin descarta essa proposta, mas após alguns acontecimentos com seu filho Aaron (Kodi Smit-McPhee) acaba aceitando a maluca proposta, porém mudando o contrato para 20 anos, ao invés de dar os direitos para toda a vida.

Robin Sendo Escaneada
Robin Sendo Escaneada | Imagem: Imovision

20 anos depois, a Miramount- que agora é feita exclusivamente de animações (literalmente feita, virou um mundo feito de animações)-, convoca uma reunião do Congresso Futurista e convida Robin. Essa reunião tem o objetivo de mudar o mundo como conhecemos e, a partir de agora, é possível “beber suas personalidades favoritas” e se transformar nelas, com uma fórmula criada por, é claro, japoneses. A Partir daqui, o filme inteiro vira animação e a utopia é feita.

É um roteiro realmente interessante, onde não é raro ver uma pequena crítica à sociedade atual e seu abuso de tecnológica. Porém, pecou pelo exagero, se tornando cansativo após a segunda cena exageradamente absurda. Durante toda a trama temos esse sentimento controverso de amor e ódio, onde nos irritamos com o exagero e já na próxima cena, somos surpreendidos por uma referência muito bem feita ou por uma lição de moral. Um exemplo perfeito desse sentimento controverso, é quando logo na primeira cena de animação, é inevitável pensar que, de alguma maneira, estamos sobre o efeito de LSD, e, rapidamente, é mencionado que tudo parece uma grande viagem de LSD. As partes cômicas, com referências de atores, escritores e roteiras atuais foram muito bem boladas, dando uma ajudada no roteiro.

Congresso animação
O Congresso Futurista | Imagem: Imovision

O Congresso Futurista compensa pelo seu teor crítico, mas é aconselhável assistir com a mente aberta e sabendo que a chance de se irritar com o exagero em algum momento é grande. Aos que não se importam com a enorme viajada, a obra será espetacular.

Veja a ficha técnica e elenco completo de O Congresso Futurista

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