sexta-feira, 15, outubro, 2021

O Jardim Secreto de Mariana | Coletiva de Imprensa com diretor, roteirista e elenco

Com Andreia Horta e Gustavo Vaz, filme conta uma história de amor intensa, poética e delicada

Na tarde de hoje, 28 de setembro de 2021, a H2O Films fez uma coletiva de imprensa online, com alguns membros do elenco do filme O Jardim Secreto de Mariana. E como forma de divulgar o recente lançamento, o diretor, os atores e a roteirista responderam algumas perguntas acerca da produção que estreia no dia 30 de setembro nos cinemas brasileiros.

Leia também Crítica| O Jardim Secreto de Mariana

Sinopse

João e Mariana são apaixonados mas têm sua relação interrompida de maneira intempestiva. Cinco anos depois da separação abrupta, ele decide seguir seu instinto e parte numa longa jornada de bicicleta para tentar convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que ainda existe entre os dois, é então posto em xeque.

Esteve presente o diretor Sergio Rezende, os atores Andréia HortalGustavo Vaz e a co-roteirista, escritora, poeta e montadora Maria Rezende, filha do diretor. Confira aqui tudo o que conversamos com eles.

O Jardim Secreto de Mariana | Coletiva de Imprensa com diretor, roteirista e elenco 1
Paulo Gorgulho, Andréia Horta e Gustavo Vaz / Foto por Mariana Vianna

O longa retrata a relação do casal vivido por Mariana (Andreia Horta) e João (Gustavo Vaz)que aparentemente vivem muito bem. Moram num sitio, onde plantam e cultivam seus próprios alimentos, vemos uma paixão, um amor muito intenso que ambos nutrem; Apesar de parecer um conto de fadas, as coisas começam a desandar pela impossibilidade de gerarem um filho. Entre altos e baixos, eles acabam se separando de forma traumática e após cinco anos, João procura Mariana para se acertarem. O longa, ele trabalha o amor de forma delicada e poética. Nem tudo é bom sempre e é a partir dos erros e acertos que vemos as possíveis rachaduras existentes nos relacionamentos.

O diretor Sérgio comentou que há alguns anos ele havia produzido um filme que não era nem documentário e nem ficção, “Cinema é meu Jardim” de 2004. Ele também contou que a mãe dele era uma excelente jardineira, e num determinado momento, na casa de sua mãe em Itaipava ele teve um insight, uma ideia de fazer um filme sobre jardim e cinema. No ano de 2011, ele escreveu o primeiro tratamento desse filme que se passaria fora do Brasil. A personagem de Andreia Horta iria para Holanda e na França devido aos lindos jardins existentes nessas regiões. Porém, como não conseguiu recursos para cobrir os gastos da obra, ele seguiu em frente produzindo outros longas até que surgiu a oportunidade de gravar o longa. Sendo assim, modificou a ideia inicial e as gravações aconteceram no ano de 2019.

Procurei filmar esse filme da maneira mais simples possível. Poderia até brincar que filmei de uma maneira orgânica. – Sérgio Rezende

O longa trabalha com questões não só amorosas, mas os diversos tipos de família. Por exemplo, o João tem apenas o pai. A Mariana tem apenas a mãe. A Mariana, tem uma filha fruto de uma atitude que decorreu de um impulso e carrega outro no ventre e João propõe que eles retomem e construam uma família, a qual eles tanto queriam. É um longa que aborda situações e temas delicados como o processo de perdão, de amadurecimento, de reconstrução, de olhar e entender o outro, pois quando se está numa relação, ambos os lados precisam ter o discernimento de que terão dias bons e ruins e isso faz parte de qualquer relacionamento. Aqui a maternidade e a paternidade também são postas para debate, ainda que de forma menos escancarada que outros temas. Outro assunto que ficou latente em uma das cenas de Mariana, é o quanto a mulher sempre é condenada, é julgada por todos e o fato de sempre não ser ouvida, pois quem julga se acha no direito de não saber o que realmente aconteceu, ela fez ali o seu desabafo.

Eu achava um absurdo que ele precisava escutar que ela passou por isso sozinha porque ele fez o julgamento dele,  agiu com a violência dele e não deu mais espaço pra essa mulher grávida poder dizer qualquer coisa pra ele. – Andréia Horta

De acordo com a atriz Andréia Horta, a cena em que a sua personagem e o João conversam dentro do carro, não tinha toda aquela carga emocional. Ela mencionou que a cena não contemplava a devolutiva da Mariana, sobre a trajetória dela nesses cincos anos que se passaram. Podemos perceber que o longa ele é mais voltado para o personagem João, mostra ele se questionando, se perguntando se suas ações são pertinentes ou não, a todo momento ele tem a sua vida seja eventos atuais ou passados sendo mostrados, enquanto a Mariana, vemos apenas o depois de toda essa frustração e ela se questiona o motivo dele ter voltado e nem sequer ter perguntado como foi pura ela passar por tudo isso sozinha. É uma cena forte, mas muito bonita, pois vemos entrega de ambas as partes e é nesse momento que vemos as mágoas e todo o ressentimento sendo exposto num nível mais profundo. Andréia ainda mencionou que ela batalhou muita para que a cena fosse escrita. Numa sala de leitura, conversando com o diretor e seu colega Gustavo, conseguiram dar vida a tão esperada cena que é de uma tremenda comoção e sensibilidade.

A produção levou bastante tempo até sua real execução. Tanto o diretor quanto a sua filha, Maria Rezende, contam que o longa teve uma longa gestação, mas a montagem, a fase de edição foi um processo bem tranquilo e como foi um processo simples de gravar, sem muitas frescuras e com um roteiro bem amarrado, o trabalho de editar foi mais tranquilo.

Os atores trouxeram muitas coisas bonitas e quando a gente chegou na ilha a montagem realmente foi um sopro porque parece que o filme estava redondo já. Tem filmes que você chega na ilha e tem que mudar cenas de lugar e esse filme não, ele fluiu. Eu acho que ele ficou tanto tempo esperando pra acontecer que quando ele aconteceu ele realmente fluiu. Foi muito lindo participar de todas as etapas desse processo. – Maria Rezende

Por fim, todos gostaram da experiência de gravar e produzir um filme tão rico em delicadeza e sensibilidade. O longa aborda essa trajetória do perdão, do amor e da luta diária de fazer um relacionamento dar certo. No geral, o elenco falou de forma breve como foi filmar com toda a equipe e o que acharam dos resultados finais e foi unânime! Todos afirmaram que as gravações foram muito tranquilas e que sugeriram e acrescentaram coisas muito bonitas na produção, além de elogiarem a postura do diretor Sérgio Rezende, que é um ótimo profissional, sem colocar muita pressão em cima dos atores e ser muito aberto as constribuições.

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