segunda-feira, 27, setembro, 2021

Oito mulheres que são exemplo de coragem e luta

O Dia Internacional da Mulher é comemorado, como é ensinado, porque nesse dia, em 1911, 130 funcionárias de uma fábrica de tecidos em Nova York morreram carbonizadas. Mas a luta das mulheres já havia começado a muito tempo. Esse dia foi criado em reconhecimento à luta por direitos iguais entre homens e mulheres. Mundialmente, o dia é marcado por movimentações artísticas, debates, conferências e até marchas para se discutir o papel da mulher na sociedade e a sua importância. Sua origem é incerta, mas temos muitos acontecimentos que marcaram essa data. Em 1908, 15 mil mulheres marcharam por Nova York, pelo direito ao voto, melhores salários e jornadas de trabalho equilibradas. Não apenas nos EUA que isso aconteceu. Aqui, no Brasil, na Austrália, na Suíça e em muitos lugares do mundo existem mulheres que lutam todos os dias por melhores condições.

O Dia da Mulher não deve ser comemorado uma vez no ano e sim todos os dias. Mulheres como nossas mães são símbolo de força e coragem. Quando uma mulher morre por conta da intolerância, do ódio, por falta de empatia, quando é violentada, quando é machucada por palavras hostis, cada uma de nós sofre também. E para esse dia especial, o “Top” da semana fala sobre 8 mulheres que merecem destaque.

Malala Yousafzai

Malala Yousafzai
“Embora na aparência eu seja uma menina, uma pessoa com 1,57 metro  de altura, contando com os saltos altos, eu não sou uma voz solitária, eu sou muitas. (…) Eu sou aquelas 66 milhões de meninas que estão fora da escola”, disse Malala Yousafzai, ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

Malala Yousafzai, se tornou símbolo de luta pela educação e pelos direitos das meninas. Aos 17 anos, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Em 2012, criou o Fundo Malala, organização que reivindica a educação e a inclusão social das mulheres. Em 2013, lançou a biografia Eu sou Malala, ( publicado pela Companhia das Letras). Atualmente, mora na Inglaterra e segue inspirando pessoas de toda parte, com a bandeira de que “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”.

Maria da Penha

Maria da Penha

Em 1983, Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por parte de Marco Antonio Heredia Viveros, na época seu marido. O caso ficou conhecido mundialmente a partir da publicação do livro Sobrevivi… Posso Contar, em 1994, em que a farmacêutica relata sua história de vida. Essa longa batalha trouxe consigo um marco histórico. Em 2006, o então presidente Lula sancionou a lei 11.340, a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência familiar contra a mulher.

Greta Thunberg 

Greta Thunberg

Conhecida internacionalmente por defender a causa do aquecimento global, Greta Thunberg se tornou um nome rapidamente influente. Tudo começou em agosto, quando a adolescente decidiu não ir às aulas um dia por semana para protestar contra o aquecimento global em frente ao Riksdag, o parlamento sueco. Após receber críticas, a garota fez um post no Facebook, no dia 2 de fevereiro. Ela defende que seu engajamento é genuíno. “Sou apenas uma mensageira e, ainda assim, sinto todo esse ódio”, escreveu .”Não estou dizendo nada de novo, só estou falando o que os cientistas vêm revelando há décadas. E concordo com a crítica de que eu sou jovem demais para fazer isso.”

Emma Watson

Emma Watson
“Nós queremos acabar com a desigualdade entre os sexos e, para isso, precisamos do envolvimento de todos”.

Conhecida por dar a vida a bruxinha Hermione Granger (Franquia Harry Potter), Emma Watson, atriz e embaixadora da Boa Vontade pela ONU Mulheres defende o feminismo e pede que os homens apoiem as mulheres na luta por direitos iguais. Em seu discurso, motivador e emocionante, Watson revelou que começou a refletir sobre a igualdade de gêneros há muito tempo, pois, aos oito anos de idade, foi chamada de “mandona” na escola por querer dirigir as peças de teatro que eram apresentadas para os pais, enquanto os meninos não passavam por esse problema para fazer o mesmo.

Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga

Negra, pianista, maestrina e compositora carioca, Chiquinha Gonzaga é considerada uma das maiores influências da música popular brasileira. Era neta de uma escrava liberta e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Compôs mais de 2 mil músicas e militou pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia. Comprou a alforria de diversos escravos, entre eles o músico José Flauta.

Marie Curie

Marie Curie

Marie Curie foi a primeira mulher a fazer doutorado na França, que descobriu os elementos químicos Polônio e o Rádio e ganhou dois prêmios Nobel. Sua família esteve muito ligada a movimentos que buscavam a independência polonesa e sofreram represálias da Rússia, que dominava aquela parte do país. O pai ensinava física e matemática, mas foi demitido por seus chefes russos por manter sentimentos pró-poloneses. Ao buscar o ensino superior, um novo problema: nenhuma das instituições universitárias de lá aceitava meninas na época. Depois de muito tempo, conseguiu estudar em Paris e com muito esforço, suas pesquisas a fizeram ser premiada duas vezes. Apesar da fama e da reputação conquistadas, Curie ainda enfrentava o preconceito. Infelizmente, os riscos de suas pesquisas eram desconhecidos e em 1934, faleceu devido a manipulação constante de material radioativo.

Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir

Filosofa existencialista que cunhou a famosa frase “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. De acordo com Simone, a humanidade é majoritariamente masculina, paternalista e coronelista. Define que a mulher, dentro deste meio social, é um corpo condicionado; sem qualquer tipo de ação autônoma. Para ela, existe uma hierarquização social injusta de gênero. Nisso, Simone de Beauvoir explica a sobreposição do gênero masculino sobre o feminino. Segundo a filosofa, em uma arquitetura que fora construída e sustentada pelos próprios homens. 

Hilda Hilst

Oito mulheres que são exemplo de coragem e luta 1

Hilda Hilst faz parte da série documental Elas no Singular produzida pela HBO. O episódio que aborda a vida e obra de Hilda Hilst é fantástico. Poeta, cronista, dramaturga e ficcionista é considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Tratando de temas como misticismo, insanidade, erotismo e liberdade feminina, Hilda pode ser considerada para muito como uma mulher a frente de seu tempo. 

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