quarta-feira, 28, julho, 2021
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Onde Está meu coração | Letícia Colin, Fábio Assunção, Mariana Lima falam sobre a série

Série Original Globoplay tem primeiro episódio com exibição hoje na TV Globo e estreia na íntegra amanhã na plataforma

Elenco de Onde Está Meu Coração, série original da Globoplay, fala sobre os dilemas de seus personagens na nova produção.

Na trama, a vida de Amanda (Letícia Colin) sempre foi, aparentemente, normal. Uma família estruturada, de boa condição financeira e pais sempre presentes e amorosos a levaram ao privilégio de seguir suas escolhas. Já adulta, a vida ganha novas cores e desafios ao encontrar seu grande amor e ao descobrir a paixão pela medicina. Só que, mesmo com tudo ao seu alcance e todas as necessidades materiais resolvidas, ela começa a se fazer perguntas para as quais não encontra respostas. 

Na cidade de São Paulo, nos dias atuais, Amanda vive fragilizada. Em casa, o casamento com Miguel (Daniel de Oliveira), por quem é apaixonada, passa por um momento de desencontro de desejos. O pai, David (Fábio Assunção), a mãe, Sofia (Mariana Lima), e a irmã, Julia (Manu Morelli) a admiram e a amam, mas se agoniam com as turbulências provocadas pelo seu desequilíbrio emocional. As delicadas questões de família nunca tratadas, até então de maneira clara, o idealismo e a auto exigência na profissão de médica, escolhida por vocação e também por grande admiração ao pai, causam desconforto e aflição em Amanda, que se intensificam a cada dia que passa, na emergência do hospital onde trabalha. Amanda enfrenta, diariamente, a proximidade com a morte e se frustra quando não consegue salvar vidas e curar seus pacientes.  Numa jornada vertical, ela tenta entender como e por que foi tão fundo na droga. O coração de Amanda pede serenidade e amor, mas, com as dificuldades provocadas pela dependência química, ela fica cada dia mais vulnerável. Em busca do que pensa ser sua paz e calmaria e para saciar suas vontades e fugir do seu pesadelo, ela procura refúgio nas drogas.  

“O ser humano é vulnerável e isso é lindo, é o que nos faz se identificar com o outro, abandonar as nossas defesas, pedir ajuda. A nossa capacidade de amar vem de ser vulnerável. E a vulnerabilidade é o que nos fragiliza também, nos confunde, nos angustia, nos desencoraja, nos aprisiona. A Amanda é jovem, sensível, inteligente. É uma personagem contemporânea, uma mulher que vive numa cidade cosmopolita como São Paulo e que tem desafios profissionais e pessoais. Ela quer se provar uma médica tão boa quanto o pai e não aceita sua limitação e suas falhas. Ela não dá conta da vida como todos nós porque é uma ilusão achar que temos controle sobre a vida. E Amanda transborda, perde as rédeas. Acho que lidamos muito mal com a vulnerabilidade. O mundo condena a vulnerabilidade do outro, aponta como uma fraqueza, como uma displicência, sendo que isso é a única condição que nos faz todos iguais. Tudo na Amanda é muito forte. É uma personagem tão humana porque é imperfeita, como nós”, define Letícia Colin. 

A importância do afeto

Estar por perto, definitivamente, não é estar por inteiro. A família Meirelles sente uma distância interminável mesmo estando todos sob o mesmo teto. Enquanto cada um enfrenta seus fantasmas e pesadelos particulares, o afastamento acaba sendo inevitável e, apesar de não desejado, acaba deixando para trás laços familiares que parecem ser impossíveis de desatar. A mãe, Sofia, apoia a filha incondicionalmente durante sua luta contra as drogas, deixando de lado seu trabalho como executiva e abdicando até mesmo da dedicação ao seu casamento com David. Tudo isso fica ainda mais frágil com a chegada de Adriano (Rodrigo dos Santos): um novo funcionário de sua empresa que irá fazê-la repensar sobre seus sentimentos pelo marido.

“Essa família passa pelo desespero, pela ruptura, mas ela tem que fazer a trajetória do acolhimento, que é a única possível para uma família ou para um ser humano. Eu tenho muito amor pela Letícia e acho que esse amor das personagens transborda e transforma”, Mariana Lima reflete. O pai, David, a grande inspiração de Amanda, a vê como herdeira de seu legado na medicina. A dor que sente ao ver o desequilíbrio da filha lembra o fantasma de um grave problema controlado no passado. Assim como Sofia, deixará que tantos contratempos agravem a vulnerabilidade de seu casamento e acabará seguindo por novos rumos, encontrando em Marta (Bárbara Colen), sua assistente no consultório.

“A série aborda questões emocionais e humanas. Ninguém sabe lidar previamente com os problemas que aparecem nesta família. O David foi preparado para ser pragmático na vida, mas essa densidade emocional e o drama vivido pela filha transformam todas as relações. Ele vai se revelando um cara frágil, vulnerável e tem uma curva dramática muito bonita. Ele e a Amanda têm uma identificação muito grande; ela tem o temperamento do pai e se torna médica por causa. É uma série muito sensível, emocionante e que vai provocar reflexão no público”, explica Fábio Assunção. 

Já a irmã Julia ama Amanda, apesar de nutrir uma disputa de atenção comum entre irmãos e atribuir à Amanda todos os problemas enfrentados por sua família. Por conta disso, se enxerga como a única capaz de resgatar a paz em sua casa, buscando esse consolo na religião e fazendo uma promessa que provoca uma turbulência em seu namoro com Eugênio (Antonio Negrini).  O marido, Miguel, um arquiteto bastante ambicioso, é também um dependente, mas de dinheiro e status social. Tem em Amanda seu grande amor, mas a relação dos dois acaba sendo atingida em cheio pelo colapso emocional da esposa, ganhando um reforço com a sedução e obstinação de Vivian (Camila Márdilla), sua cliente no escritório de arquitetura, em conquistá-lo a qualquer custo.

“Quando alguém usa drogas, todos os familiares ao redor são prejudicados, como é o caso de Miguel e Amanda. Ele tenta ajudar ao máximo oferecer a mão para ela neste momento difícil”, Daniel de Oliveira conta. Os quatro, sem exceção, são arrastados pela dependência química de Amanda, num caminho que parece sem saída. Tornam-se codependentes, adoecem junto com a jovem médica, anulam-se de forma inconsciente na tentativa urgente e desastrada de salvar quem amam. Mesmo no meio de um vazio imenso, segurando a mão de Amanda, os pais, sua irmã e seu marido são sua mais importante fonte de esperança e ajuda. São a sua rede de amor que pode salva-la e fazê-la se reinventar para voltar a ser quem sempre sonhou.  

“Alguns dependentes químicos se curam pela religião, outros somente com força de vontade própria, outros com internação, mas, sobretudo, é o afeto a maior colaboração que pode existir nesses casos”, explica George Moura. “As redes de familiares e de amigos têm a capacidade de salvar as pessoas, e isso devemos entender por completo, de forma clara”, completa Sergio Goldenberg.

O primeiro episódio de Onde Está Meu Coração será exibido hoje, dia 03, no Tela Quente, da TV Globo e estreia na íntegra na plataforma amanhã, dia 04. A série é criada e escrita por George Moura e Sergio Goldenberg e tem direção artística de Luisa Lima, com supervisão artística de José Luiz Villamarim.

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