quarta-feira, 8, julho, 2020
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Crítica: Operação Red Sparrow

Muita intriga, pouca ação

Obras de espionagem sempre lembram grandes missões, protagonistas fortes e várias intrigas. Operação Red Sparrow (Red Sparrow) possui alguns desses elementos, mas foge da visão conhecida de filmes de espiões.

Adaptado do livro Roleta Russa, de Jason Matthews, a trama escolhe um caminho diferente, onde a protagonista Dominika (Jennifer Lawrence) não é introduzida já como espiã, mas também não se foca em mostrar seu treinamento para isso. De uma maneira bem simples, o roteiro apresenta os fatos que levaram a personagem a aceitar trabalhar para o governo da Russia, enquanto deixa clara sua motivação pessoal principal e mostra bem pouco de tudo que ela precisou aprender para poder encarar as missões.

Colocando novamente os Estados Unidos e a Rússia em um jogo de poder, Operação Red Sparrow apresenta uma batalha direta entre os dois serviços de inteligência dos países. No meio dessa briga, está Dominika e o agente Nate (Joel Edgerton). Entre momentos e missões, a trama se desenvolve investindo em intrigas e reviravoltas, que consistem em deixar sempre uma dúvida sobre o verdadeiro objetivo da protagonista.

Operação Red Sparrow
Dominika e Nate | Imagem: Fox Fims

Em relação à batalha de mentes, o longa é muito satisfatório. Deixando pontas soltas que irão se amarrar em momentos futuros e justificando bem as ações dos personagens, a obra parece realmente uma Roleta Russa e entrega um interessante jogo de inteligência. Entretanto, diferente do que o público está acostumado a ver, não há muita ação no filme. Com o foco nas artimanhas dos personagens, o ritmo fica bem monótono e, salvas apenas algumas cenas com mais violência, é visualmente bem parado. Não chega a ser um grande problema, mas pode sim prejudicar a experiência para alguns espectadores.

Jennifer Lawrence entrega uma ótima atuação. A atriz já mostrou seu potencial em filmes como Mãe!, porém aqui mostra um lado totalmente diferente, onde precisa mudar constantemente de expressão, enquanto participa de cenas de tortura e exposição sexual. Jeremy Irons, que possui um papel bem menor, como de costume consegue roubar a cena em cada breve aparição, reforçando seu talento. Charlotte Rampling, que trabalha como a fria treinadora dos Red Sparrows, é outro destaque, entregando tão bem seu papel que parece ter sido feito para ela.

Crítica: Operação Red Sparrow 1
Charlotte Rampling em Operação Red Sparrow | Imagem: Fox Films

A direção de Francis Lawrence manuseia muito bem as cenas e cortes, mantendo um interessante suspense estratégico que consegue prender o interessante. Entretanto, não chega a remediar a falta de ação e para aqueles que desejavam uma experiência no melhor estilo James Bond, o filme certamente irá ficar cansativo.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Operação Red Sparrow

Nota do Thunder Wave
O longa possui uma interessante briga de inteligência, mas não investe na ação.

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