sábado, 23, outubro, 2021

Pai: uma palavra curta, porém, importante na vida de um ser humano

Pai: uma palavra curta, porém, importante na vida de um ser humano 1
David Harbour é Jim Hopper em Stranger Things / Reprodução

As vezes, alguém que não tem nenhum vínculo sanguíneo conosco, faz o papel de pai. Hoje, milhares de crianças que por algum motivo não tem o pai biológico por perto, tem alguém com quem pode contar, que ensina, ama, cuida, orienta, aconselha e assume a responsabilidade de guiar essa criança pela vida. Mas não é uma tarefa fácil. Quando os filhos crescem, os pais se dão conta de que o mundo não será mais o arco-iris que antes podia ser. A cena mais emocionante da série da Netflix, Stranger Things, nos mostra o quanto alguém que não tem vínculo algum com outra pessoa, pode ser capaz de amar. A carta que Hopper deixou para Eleven fez muitas pessoas se emocionarem. Jim Hopper é a figura paterna para Eleven e por mais que seja ficção, essa situação é vivida por muitas crianças no mundo. Eu não sei como é não ter um pai. Eu sempre tive meu pai aqui, morando comigo. Me dando carinho, conselhos e broncas. Não saberia nunca como é passar o Dia dos Pais sem o meu pai comigo ou ter alguém que faça o papel de pai mas que não seja o meu progenitor. É muito complicado, pois todos deveriam saber de onde vieram, mas poucos sabem e essa é uma realidade triste. Talvez o personagem de David Harbour ( Jim Hopper) possa incentivar mais pais a fazerem de fato o seu papel: SER PAI. A figura paterna é tão importante quanto a figura materna e por quê tanta gente sem o pai?

Em 16 de agosto de 1953, comemoramos pela primeira vez o “Dia dos Pais” no Brasil que nasceu de uma campanha publicitária do diretor (na época) da Rádio e do jornal O Globo, Sylvio Bhering, com pretensões comerciais e sociais. Por incrível que pareça, os objetivos comerciais da campanha pensados na época se fortalecem nos dias atuais. Já os objetivos sociais, precisamos falar disso. Muita criança, jovem, homens e mulheres que não foram criados com o pai ao lado. É uma realidade brutal. Segundo uma pesquisa realizada em 2013, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, atestou que 5,5 milhões de crianças não tinham o nome do pai no registro de nascimento. Percebam que estamos contabilizando crianças atingidas pelo Censo Escolar, logo, nesta pesquisa não estão inclusos os adultos.

São 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro e esse dado é um número preocupante e precisamos refletir sobre isso. A realidade da comemoração do “Dia dos Pais” nos faz querer questionar o real motivo dessa comemoração, já que pelos números podemos entender que esse dado significa presença ausente da figura paterna nos lares de crianças. É esse tipo de realidade que queremos? Que sociedade é essa que tem uma data especial para lembrar crianças que não tem um pai? É necessário uma reflexão sobre a sociedade em que vivemos, com o fim de se elaborar programas, projetos e políticas públicas de fortalecimento da família, para não nos tornarmos uma terra de filhos de ninguém, no que compete à paternidade.

Uma pesquisa do Instituto Data Popular, realizada em 2015, mostra que o Brasil tem 67 milhões de mães. Dessas, 31%, ou seja, 20 milhões, são mães solo. O número é alarmante. É o indício de irresponsabilidade social. É uma epidemia invisível social de abandono paterno. Falamos em 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro de nascimento. Mas, quando nos deparamos com a triste realidade de 20 milhões de mães, que criam seus filhos sozinhas, podemos, numa perspectiva pessimista, considerando a atual taxa de fecundidade divulgada pelo IBGE (1,77 filho por mulher) chegar a mais de 35 milhões de crianças abandonadas pelo pai. É difícil acreditar nesses dados e ao mesmo tempo celebrar uma data com o sentimento de vazio.

Alguns trabalhos e propostas para minimizar esse número tem o objetivo de garantir o direito da criança de ter o nome do pai no registro. No Espírito Santo, por exemplo, há o projeto “Meu Pai é Legal” realizado por meio de uma parceria entre a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e instituições de ensino superior, que até meados de 2017, havia atendido cerca de 75 mil crianças matriculadas na rede de ensino público. É uma iniciativa muito boa e por isso, precisamos de mais. Mais politicas publicas e mais consciência da sociedade. Uma criança não um objeto, é uma vida. Por mais difícil que seja o momento, é dos pais que uma criança precisa. Se deixa de ser muita coisa, menos pai ou mãe de alguém.

É fato que o pai é uma das figuras mais importantes na vida de uma pessoa. É sinônimo de cuidado e parceria, de autoridade e cumplicidade, de força e coragem. Ser pai também é bom para o homem, que descobre um novo amor. Muitas vezes a função de pai é desempenhada pela própria mãe, pelo padrasto, pelo tio, pelo avô… menos pelo seu progenitor. Fato é que, independente, de quem desempenha tal função na vida de um ser humano, essa data é merecida. Quem cria, dá amor, carinho, suporte, orienta, aconselha e está lado a lado, é mais que um pai. É um super pai. Ser pai não é uma tarefa fácil! Mas com amor e carinho, fica muito mais fácil! O importante é o carinho que essa pessoa tem com os filhos. Feliz Dia dos Pais!!

O Dia dos Pais não é feito de vendas. Não se comemora a data para gastar com presentes e sim para ter com quem contar de verdade. Alguém que te proteja e seja o seu porto seguro. Reflita sobre isso… Que tipo de pai você quer ser? Que tipo de pai você é? Que tipo de pai você foi? Feliz Dia dos Pais!

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