Lembranças são verdadeiramente tudo que temos de mais importante na vida. Além da alegria de poder recordar de momentos felizes, é através da memória que começamos a aprender tudo que precisamos saber na vida, construímos nosso caráter e criamos uma carreira. O que acontece a uma pessoa que não pode mais se lembrar de nada do que aprendeu durante 50 anos de sua vida? Ela deixa de existir, pois perde sua identidade.

Para Sempre Alice
Julianne Moore como Alice. Imagem: Divulgação

É exatamente isso que Para Sempre Alice (Still Alice) nos mostra através da história de Alice (Julianne Moore), uma professora de Psicologia na prestigiada Universidade de Harvard, especialista em aquisição de linguagem, bem casada e com três filhos adoráveis. Após se perder no campus, Alice resolve ir ao médico para descobrir a causa de sua perda de memória e descobre que enfrenta, aos 50 anos, o diagnóstico de Alzheimer de Instalação Precoce.

Adaptado do livro homônimo de Lisa Genova, autora best-seller e Ph.D. em Neurociência pela Universidade Harvard, o longa narra como Alice começa a conviver com a doença, a difícil adaptação que seu marido John (Alec Baldwin) precisa fazer para cuidar de Alice, a reação de seus filhos Anna (Kate Bosworth), Tom (Hunter Parrish) e Lydia (Kristen Stewart) e como sua vida se transforma totalmente.

Para Sempre Alice Família
Alice e as filhas. Imagem: Divulgação

Para Sempre Alice se destaca entre as outras obras relacionadas à doença, por retratar fielmente os estágios que o portador tem de enfrentar, sem fazer um grande dramalhão focado na dificuldade que todos ao redor tem de sofrer. É realmente muito instrutivo ver Alice tentando ser independente até onde é possível, usando seu celular como ajudante para sua memória e sempre se testando para ver o grau que está. Nenhum outro filme conseguiu demonstrar o quanto a pessoa desaprende, perdendo completamente sua identidade e personalidade como esse. Alice era super inteligente, uma das mais elogiadas professoras e em algum tempo, já mal sabia como falar, pois as palavras fugiam da memória. Isso te faz refletir no quanto deve ser insuportável perder tudo aquilo que lutou para conseguir a vida inteira, afinal, desde que nascemos nossa vida se resume em adquirir conhecimento, seja para andar e falar, na escola, na profissionalização, na criação dos filhos, etc e é esse conhecimento que nos define.

Still Alice
Alec Baldwin e Julianne Moore. Imagem: Divulgação

Julianne Moore retrata com perfeição os danos que cada fase causa à pessoa, justificando completamente os mais do que merecidos Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, o BAFTA, o SAG Awards e o Hollywood Awards que a atriz recebeu pelo seu papel. Uma cena que se destacou para mim e provou essa perfeição foi quando ela assistiu a um vídeo que gravou quando foi diagnosticada, quando já estava em um estágio mais avançado. Enquanto a câmera corta do vídeo para a atual Alice, vemos as diferenças na aparência, com Alice mostrando na pele o quanto está mais abatida, cansada, seu sorriso mais apagado.

Para Sempre Alice é um sensível e fiel alerta sobre a Doença de Alzheimer, que atinge em todo o mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas, sendo 1,2 milhão no Brasil.

Dirigido pela dupla Wash Westmoreland e Richard Glatzer, o longa estreia amanhã nos cinemas brasileiros.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Para Sempre Alice

Veredito
Nota do Thunder Wave
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