Trazendo dois dos atores mais requisitados no momento em Hollywood, uma trama futurística e a promessa de unir romance, ação e comédia, Passageiros (Passengers, EUA) tinha tudo pra ser um grande sucesso, mas se perde no roteiro e o que começou bem não consegue manter a qualidade até o final.

Na trama, Jim (Chris Pratt) e mais de 5.000 tripulantes estão a bordo da tecnológica nave Avalon, que funciona como um chique cruzeiro a caminho de um novo planeta onde começaram uma civilização. A viagem dura 120 anos, por isso todos são mantidos em estado de hibernação para acordar 4 meses antes da chegada e desfrutar as regalias da nave. Porém, algo inesperado acontece, uma colisão danifica alguns sistemas e Jim acorda antes do tempo, faltando 90 anos para chegar ao seu destino.

O problema é bem evidente, sem hibernar novamente, Jim não irá sobreviver por 90 anos e nunca chegará ao novo planeta. Em um cenário que parece um típico filme de naufrágio, porém em uma ilha deserta tecnológica, Jim passa seus dias vazios, na tentativa de conseguir arrumar uma solução, até que Aurora (Jennifer Lawrence) também acorda e então o ambiente muda para uma possível história de amor.

Há outros acontecimentos na obra, dos quais não irei mencionar para não dar spoiler, que dão uma carga de ação ao enredo. A premissa é boa, usando de um argumento que vem dando certo no cinema há anos: o cenário de amor em um local isolado, com um toque de tecnologia- outro argumento que agrada os fãs- parecia boa, porém o desenvolvimento atrapalhou, e muito, a trama.

Sem dúvidas o que mais prejudica a produção é o modo como os acontecimentos são divididos, o roteiro evolui seguindo padrões, uma organização exata onde um assunto começa e acaba para só então ter algo novo e isso não só torna o filme maçante, como previsível. Facilmente conseguimos prever o que irá acontecer na cena seguinte, apenas por culpa do padrão que está embutido na obra. O uso de vários elementos já conhecidos em longas clássico não ajuda nesse quesito, dando a chance ao espectador de recordar de momentos idênticos e desvendar o desfecho.

Resenha Passageiros
Chris Pratt e Jennifer Lawrence em Passageiros

Por outro lado, a questão visual merece destaque, tanto a direção do norueguês Morten Tyldum, quanto a fotografia, o cenário, os efeitos e maquiagens estão bem convincentes, dando ao longa pontos positivos no quesito “entretenimento básico”. Por isso o filme começa bem, explorando esse visual e os efeitos psicológicos da solidão em Jim, mas conforme a trama se desenvolve, o grande foco em um romance que dura mais do que o necessário na tela e o roteiro previsível prejudicam a qualidade da obra.

Passageiros acaba se tornando mais um dos inúmeros longas que não passam de um passatempo, do qual , sem dúvidas, a maior parte da população irá conferir para ver o querido casal de protagonista e o visual interessante, mas dificilmente será algo além de uma produção básica.

Passageiros estreia nos cinemas brasileiros dia 05 de janeiro.

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