sexta-feira, 18, setembro, 2020
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Patty Jenkins rebate crítica machista de James Cameron sobre ‘Mulher-Maravilha’

O diretor e roteirista James Cameron disse que o filme Mulher-Maravilha estrelado por Gal Gadot e que tornou-se o filme de super-herói mais lucrativo da história, era um retrocesso ao feminismo. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Cameron causou polêmica ao se dirigir de forma desdenhosa e machista ao longa de Patty Jenkins. “Os aplausos que Hollywood está dando para si mesma por causa de Mulher-Maravilha são um erro. Ela se tornou um ícone objetificado, para a mesma coisa que a Hollywood machista sempre fez“, disse.

Cameron tentou justificar algo injustificável citando uma de suas criações, a personagem Sarah Connor do filme O Exterminador do Futuro (1984), interpretado pela atriz Linda Hamilton – Cameron além de roteirista, também foi o diretor do filme. “Não estou dizendo que não gostei do filme, mas achei ele um retrocesso ao feminismo. Sarah Connor era um ícone, mas ela não era bonita: ela era forte, perturbada e ganhou respeito do público por sua coragem“, finalizou.

Patty Jenkins rebateu as críticas de James Cameron sobre o seu mais recente trabalho. A cineasta usou suas redes sociais e deu um verdadeiro banho de conceito feminista ao diretor, dizendo que seu posicionamento não é nenhuma novidade e que por Cameron não ser mulher, ele não entende como elas se sentem. “A inabilidade de James Cameron em entender o que é a Mulher-Maravilha e o que representa para mulheres de todo mundo, não é surpreendente. Pois embora ele seja um grande cineasta, ele não é uma mulher. Mulheres fortes são incríveis. Seu elogio para o meu filme Monster – Desejo Assassino e o nosso retrato de uma mulher forte, ainda que ela tenha sido maltratada, foi de muito bom grado“, iniciou Jenkins.

E continuou ressaltando que ser uma mulher poderosa, não significa apenas sobressair em situações terríveis e dramáticas. “Mas se as mulheres precisam ser sempre duronas e problemáticas para serem fortes e não somos livres para sermos multidimensionais ou celebrar um ícone das mulheres de todas as partes porque ela é atraente e amável, então nós não avançamos tanto assim. Eu acredito que as mulheres podem e devem ser tudo, exatamente como protagonistas masculinos também deveriam ser“.

E finalizou. “Não existe o tipo certo ou errado de mulher poderosa. E a massifica audiência feminina que fez o filme ser o sucesso que é pode, sem sombra de dúvidas, escolher como julgar suas próprias ícones do progresso“.

#GirlPower! E aí, com quem você concorda?

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