Após a exibição de Planeta dos Macacos: A Guerra para a imprensa teve uma coletiva com o ator inglês Andy Serkis, o intérprete do chipanzé César. Primeiro ponto que a Fox ta de parabéns é a decoração especial da sala que foi projetada o filme. O corredor da sala tinha as fotos dos macacos presos e a voz de César gritando: Apes… Together… Strong! (Macacos… Juntos… Fortes!). Até as escadas para as poltronas tinham detalhes que lembravam as matas aonde os macacos viviam e como som ambiente havia a ótima trilha de Michael Giacchino.

Ambientação da sala

Quanto a Andy Serkis, o ator se mostrou muito simpático e deu ótimas repostas. Ator que ficou mundialmente reconhecido por conta das suas atuações com motion capture (captura de movimentos) que deu vida a personagens como Gollum na franquia Senhor dos Anéis e o King Kong na versão de Peter Jackson, Serkis falou sobre o seu método deixando claro que por mais que aja uma tecnologia, o foco é sua atuação. Mesmo que seja em fica em uma roupa cinza cheia de pontos, Serkis deixou claro que faz o seu papel como profissional e compõe um personagem. Ele falou de como foi a evolução tecnológica, que quando fez o Gollum pela primeira vez, não tinha captação facial, que seu trabalho foi físico. Só se foi fazer isso pela primeira vez quando encarnou King Kong que o deixou mais a vontade. Além de o ator falar da sua frustração que está na hora das premiações começarem a ver o seu trabalho como uma atuação, dizendo que se ele usasse a maquiagem clássica com mascaras, seria mais reconhecido.

Serkis falou sobre a evolução dos seus personagens nos outros filmes, dizendo da evolução de César como personagem. Para isso ele até fez a voz do chipanzé em cada filme, como no primeiro filme ele é praticamente mudo e no segundo ele está aprendendo a falar, as frases não são bem construídas. E como ele foi crescendo e se tornando pouco a pouco um líder. Ele elogiou o diretor Matt Reeves, dizendo que é um excelente diretor de atores. Que seu cuidado com os atores é muito bom, que só posiciona a câmera após ensaiar com o elenco. E diz que uma coisa que o fascina na franquia é como os filmes tem tons de cinza, assim como os seus personagens, além de falarem de temas atuais.

Andy Serkis conversa com jornalistas em São Paulo

Para finalizar, o ator falou de seus próximos projetos, ambos que irá estrear como diretor. O primeiro é o drama Breath com Andrew Garfield e Claire Foy, que conta a história de Robin Cavendish, um aventureiro que ficou paralítico por conta de uma doença degenerativa, mas consegue se superar por conta do amor de sua esposa. A sua segunda empreitada será The Jungle Book, uma nova versão de Mogli. Além da direção, Serkis interpretará o urso Baloo. Em suas palavras, essa versão será mais fiel ao livro original e pretende colocar os rostos dos atores misturados como o dos animais. O exemplo dado foi o do ator Chritian Bale – que interpretará a pantera, Bagheera – que além da sua voz, as suas expressões irão para o seu personagem.

Depois onze perguntas, Serkis respondeu todas as perguntas de maneira inteligente e eloquente e sempre demonstrando a sua simpatia. Não à toa se tornou um dos atores mais queridos dos últimos anos e merece esse respeito.

ViaTexto escrito por João Pedro Gibran
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