A mais nova aposta da Netflix, Star Trek Discovery já chega mostrando para o que veio: ser uma série aclamada por fãs de longa data e pelos novos que irão acompanhar esta nova saga criada por Gene Roddenberry.

A série conhecida hoje como Clássica, fez sua primeira “Jornada nas Estrelas” em 1966, retornando em 1987 com a Nova Geração, Deep Space 9 em 1993, Voyager em 1995 e a última que foi para TV, Enterprise em 2001. Além da televisão, Star Trek ganhou as salas de cinema entre 1979 e 2013.

Finalmente, depois de tantos anos, Star Trek retorna para as telinhas através de uma parceria entre o canal CBS e a Netflix. A nova produção se mostra totalmente independente, não há necessidade de ter conferido as obras anteriores para se situar nos acontecimentos. Ela traz uma proposta nova com histórias nunca contadas.

A trama se passa 10 anos antes da Enterprise comandada por Kirk navegar pelo espaço, audaciosamente indo a onde ninguém jamais esteve, como era a narração de abertura (O correto era “onde nenhum homem”). Desta vez, nos dois primeiros episódios, somos apresentados a um universo em paz. A Federação é uma instituição claramente de exploradores e seus membros vivem em relativa paz e harmonia. Dentro da nave USS Shenzhou, o clima é de brincadeiras entre os oficiais que se mostram entusiasmados em explorar as fronteiras do espaço.

Star Trek Discovery | Imagem: CBS

A atriz Sonequa Martin-Green, a Primeira Oficial Michael Burnham, entrega uma personagem forte e que parece colidir entre dois mundos, o humano e o vulcano, mas apenas aparenta. É fácil perceber que ela é uma humana e o seu intelecto é superior e analítico devido a educação que recebeu no planeta de Sarek. Totalmente lógico, já que qualquer criança educada nas melhores instituições sempre terá uma mente melhor para determinados assuntos. Não é preconceito.

Por sinal, Sarek, pai de Spock, interpretado por James Frain, não deixa nenhuma dúvida sobre o que é ser lógico, mantendo uma voz neutra a todo o momento e apresentando um ótimo mentor e não deixando brechas para comparativos sobre qual ator fez o melhor “Sarek”.

Sarek em Star Trek Discovery | Imagem: CBS

Os dois primeiros episódios da série -de um total de 15 que irão ao ar semanalmente-, é apenas uma parte da peça em um palco que irá trazer consequências para a paz dentro da Federação. A chegada dos Klingons no primeiro episódio, é claramente uma representação do mundo em que vivemos.

O roteiro apresenta vários conflitos onde não existe o certo ou errado. Os dois lados estão certos em seus pontos de vistas e a todo momento aqueles que se erguem para divergir e trazer um novo ponto de vista, são taxados por seu passado ou classe social.

Star Trek Discovery mostra isso sem enrolações. A trama é rápida e sem delongas de apresentar cada personagem de episódio em episódio, maltratando a inteligência e a paciência de quem assiste.

Star Trek Discovery | Imagem: CBS

Com episódios rápidos, personagens envolventes e com personalidades que farão boa parte do público sentir uma certa afinidade, Star Trek Discovery é único. O telespectador não é obrigado a aceitar um trio de personagens como o centro de toda a história. Existem outros que não são apenas uma decoração ou com frases de efeitos que acontecem em muitas outras séries.

Por esse e outros motivos, Star Trek Discovery se mostra uma estreia promissora e, com sorte, conseguirá manter o ritmo por toda a temporada.

Veredito
Nota do Thunder Wave
ViaTexto escrito por Alan Uemura
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