Logo nos primeiros minutos do piloto de Valor já somos assolados pela assustadora perspectiva de que se trata de mais uma série militar. De fato, a trama se passa na base militar dos EUA, porém com alguns diferenciais que tornam a produção um pouco mais atrativa.

Para começar, o roteiro investe em uma protagonista, a piloto Nora (Christina Ochoa) carrega a trama na costas, e claro, todo o teor feminista da série. Após uma missão que deu errado, Nora saiu ferida e um colega foi levado como prisioneiro. Ela está tendo dificuldades em voltar à ativa, porém esse não é o único problema, ela e o colega sobrevivente Leland (Matt Barr) guardam um grande segredo sobre o desfecho da missão.

Nora e Leland em Valor | Imagem: CW

Valor não deixa de ser mais uma produção da saturada temática militar, entretanto os diferenciais citados acima conseguem amenizar esse fato. Se focando muito mais na vida pessoal e reabilitação dos personagens do que em missões, a série não se torna tão repetitiva. Sua ambientação ao redor de um grave segredo deixa a obra bem parecida com Quântico.

Esse piloto apresenta bem os personagens, suas habilidades e personalidades, além de deixar bem claro o que esperar da trama. Fica evidente que o mistério sobre a missão- mesmo já sendo revelado ao público-, será o grande dilema da trama, com algumas questões pessoais, principalmente envolvendo as dificuldades de Nora como única mulher no exército, será apresentadas ao poucos.

Valor se mostra uma estreia de qualidade, que consegue ser interessante mesmo com a temática saturada, porém, dificilmente terá muito sucesso, visto que a enxurrada de produções militares irá ofuscar a série e provavelmente diminuir o interesse do público quanto a ela. A produção precisa fazer uma temporada sensacional para chegar a chamar a atenção do público, e apenas esse mistério não parece interessante o suficiente para isso.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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