Resenha: 12 Anos de Escravidão- Solomon Northup

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12 Anos de Escravidão conta a história real do próprio Solomon Northup, que era um cidadão livre mas após ser sequestrado em 1841, viveu 12 anos como escravo.

Como era de se esperar, é um leitura bem sufocante. Os retratos são feitos inteiramente pelo Solomon, nos dando uma boa noção do que ele sentiu e tudo que passou, tanto nas dores e sofrimento como nos (raros) momentos de afeição. De início temos uma boa visão de como era a vida de Solomon, um cidadão comum que vivia uma vida comum com sua esposa e seus três filhos e, como nós, Solomon trabalhava muito pra prover sustento para sua família. Seu maior talento era ser um excelente tocador de violino, mas também era um homem muito culto e experiente, conhecendo muito sobre muita coisa.

Quando sua esposa, Anne, vai trabalhar na cozinha de um hotel durante alguns dias, Solomon, que ficou sozinho em sua casa, conhece dois senhores que o convidam para tocar em sua viagem com o circo. Solomon aceita o trabalho e, calculando estar de volta antes da esposa, acompanha-os na viagem. Porém, nessa viagem ele é vendido como escravo, passando assim por situações desesperadoras e inimagináveis à nós, que nascemos em um século onde todos gozam do seu direito de liberdade e expressão.

É um livro bem descritivo nos fatos, e por ser um relato, em alguns momentos se torna uma leitura um pouco lenta. Em compensação, é extremamente informativo, por conta das próprias descrições exageradas que nos informam perfeitamente como era feito tudo naquela época, desde plantações de algodão até armadilhas.

Em relação ao filme ganhador do oscar, não vi muita diferença nos fatos importantes. No longa, foi muito bem relatado cada fato, apenas cortando algumas coisas que não influenciaram nos acontecimentos e amenizando a cronologia geral, o que no filme dá a impressão de ter se passando em dias, na realidade se passou em meses no livro.

É uma leitura recomendada. Pode ser um pouco pesada para os mais impressionáveis, mas é uma leitura extremamente informativa e interessante, com destaque para a linguagem formal que à tanto está perdida na nossa língua. Achei muito interessante saber exatamente o que Solomon pensava e ver que na realidade, ele não perdeu a cabeça com o acontecido e virou uma pessoa amarga, pelo contrário, conseguiu cultivar carinho pelas pessoas que eram mais bondosas com ele.

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