Uma obra que merece atenção, A Filha do Guardião do Fogo é um livro que mistura ficção com representatividade do povo indigena, capaz de conquistar rapidamente o leitor com suas informações- inclusive, conquistou Barack e Michelle Obama, que irão produzir uma adaptação a ser lançada pela Netflix.

Lançado pela editora Intrínseca, o romance de estreia de Angeline Boulley, membro registrado do povo Sault Ste. Marie de indígenas Chippewa, apresenta detalhadamente a comunidade Ojibwe, da qual a autora retrata com propriedade por fazer parte. Através da história de Daunis, uma jovem prestes a ir para a faculdade que tem sua vida virada de cabeça pra baixo por um momento muito difícil em sua vida, a comunidade, costumes e, principalmente, preconceitos que os Ojibwe passam são colocados de maneira ôrganica na trama.

Daunis Fontaine Firekeeper, filha de uma caucasiana com um Ojibwe, tem o bom e ruim dos dois mundos. A protagonista guia o leitor pelas dificuldades que passa por ser filha de um jogador de Hockey da comunidade com uma socialite, na época uma adolescente grávida. Sendo muito unida com os dois lados de sua família – Tia e Avó com cultura totalmente indígena, e uma avó que abomina tudo isso, além de um tio cientista, Daunis entrega detalhes de ambas as culturas, e do esporte, que fascinam durante toda obra.

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Quando sua avó sofre um derrame, deixando sua mãe que recentemente perdeu o irmão totalmente desolada e imersa nos cuidados, Daunis desiste do plano de ir para a faculdade de outra cidade e decide começar um curso local para auxiliar no que for preciso. Ao ficar, conhece o novato no time de seu meio irmão Levi, Jamie, do qual sente uma atração instantanêa, mas não pode ficar com ele.

Entre o começo de um relacionamento com Jamie e sua vida acadêmica, Daunis descobre que há um ameaçador tráfico de drogas viciando seus colegas e quando um incidente em particular tira a vida de sua melhor amiga, ela vai entrar em um caminho que envolve infiltrados do FBI, muitos perigos, verdades sobre seu passado e sua família e várias reviravoltas.

Boulley deixa bem claro seu intento com esse livro, tendo um relato importante sobre drogas e uma investigação que cumprem seu papel em relação ao entrenimento, mas o verdadeiro astro aqui é a representatividade. Através de todos os detalhes, tanto a cultura indígena do local, que inclui críticas ao povo e ao preconceito que sofrem, quanto os costumes governamentais são apresentados, tudo isso embalado por muito feminismo que dita as atitudes e falas de Daunis e suas Anciãs. O fato da cultura Ojibwe ser matriacal ajuda muito nesse sentido, que é unido à força de sua mãe e avó caucasianas que são fortes e protetoras.

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Misturando dialeto Ojibwe com uma leve explicação das palavras, sempre ditando as crenças, existe muito conhecimento nessa obra. É uma leitura que entretem e ensina, sendo valiosa principalmente para aqueles que gostam de absorver novas informações em seus livros.

Colocando muita representatividade – indígena e feminina-, entre uma trama investigativa e profunda muito bem escrita, A Filha do Guardião do Fogo é um livro que causa reações diversas no leitor, imergindo completamente na leitura, nos tristes acontecimentos e em toda a cultura mencionada.

Resumo
Nota do Thunder Wave
resenha-a-filha-do-guardiao-do-fogo-angeline-boulleyColocando muita representatividade - indígena e feminina-, entre uma trama investigativa e profunda muito bem escrita, A Filha do Guardião do Fogo é um livro que causa reações diversas no leitor, imergindo completamente na leitura, nos tristes acontecimentos e em toda a cultura mencionada.

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