Resenha: Coluna de Fogo – Ken Follett

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Ken Follett, escritor britânico famoso pelos seus suspenses e romances históricos, nos agracia com seu novo livro Coluna de Fogo. Mostrando novamente seu talento, o autor consegue entregar uma obra muito bem elaborada que, mesmo com mais de 800 páginas, não se torna cansativa em nenhum momento.

O livro é continuação de suas duas obras anteriores, Pilares da Terra, que se passa no século XII e Mundo Sem Fim, que se passa no século XIV. Já Coluna de Fogo é ambientado no século XVI., em Kingsbridge, assim como as obras anteriores.

Desta vez a história se passa no ano de 1.558, em meio à guerra religiosa entre católicos e protestantes que aconteceu na Inglaterra. O pretenso romance entre Ned Willard e Margery Fitzgerald fica tumultuado, principalmente quando ele resolve servir a rainha Elizabeth. A partir daí suas famílias ficam em lados opostos nessa guerra de poder (á la Romeu e Julieta).

Como seus livros tem como tema primordial a espionagem e a guerra, com o passar dos tempos, as tensões vão aumentando, com muitas situações de clímax, assassinatos e complôs, no jeito único (habitual) de Ken Follett, que tende a prender até mesmo os leitores mais casuais.

Como geralmente acontece nas obras do autor, há uma grande quantidade de personagens, dos quais, nesse caso, Folett teve o cuidado de detalhá-los com nome, famílias e país logo nas primeiras páginas. Um deleite para quem não consegue ler o livro inteiro de uma vez. Se você parar por um tempo, pode voltar a ler e pesquisar os personagens no índice.

Ken Follett, mais uma vez, nos fornece um livro com uma pesquisa memorável, rico em detalhes e muito bem explicado. Há mapas nas contracapas, além do atencioso bônus para o leitor, que detalha no final das páginas quais foram os personagens reais.

Vale lembrar que mesmo sendo uma continuação de Pilares da Terra e Mundo sem FimColuna de Fogo não é uma continuação da história, apenas da linha do tempo. Portanto pode ser lido separadamente, sem necessidade de conhecimento prévio dos outros dois, porém pode resultar em uma enorme vontade de ler os outros.

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