terça-feira, 22, setembro, 2020
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Crítica: Ben-Hur (2016)

Ben-Hur possuí uma história tão bonita, que várias versões foram feitas a partir dela. Ao longo dos anos, o romance de Lew Wallace rendeu filmes e minisséries. A versão mais famosa foi a cinematográfica de 1959, um clássico do qual a qualidade é inegável, mesmo com todas as limitações de recurso da época, o longa, vencedor do Oscar, agrada até hoje os amantes de cinema com sua linda história.

Não sou fã de remakes, costumo torcer o nariz para cada um que é anunciado, porém tenho que admitir que algumas obras sofrem (infelizmente) por conta do público que não tem paciência para ver algo com três horas e meia de duração ou não veem nenhum atrativo em um filme antigo e nesses casos uma regravação faz sentido.

Esse foi o caso de Ben-hur (2016), que teve como propósito usar essa ótima trama e colocar de uma maneira mais acessível para os tempos atuais. Isso funcionou, usando de novos recursos, inexistentes em 1959, Timur Bekmambetov, que assumiu a direção, conseguiu cortar uma hora e meia do filme, sem deixar cansativo e livre de buracos de roteiro.

Ben Hur 1959
Ben Hur de 1959

Segundo o próprio protagonista confidenciou em coletiva de imprensa, Ben-hur não chega a ser um remake, visto que passa uma mensagem diferente do anterior e se foca mais no lado humano generoso de Jesus do que em seu lado santo. Ao assistir ao longa tive essa mesma opinião, a lição de moral mostrada no fim é perfeita para os tempo malucos em que vivemos.

Na trama, Judah Ben-Hur (Jack Huston) tem uma relação afetuosa com seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), até que é traído por ele, que não deseja perder seu posto entre os Romanos, e acaba vivendo uma vida de escravo. Anos depois, retorna com um único propósito: se vingar de Messala.

Ben Hur

Para ter essa reescrita mais moderna, Ben-Hur recorreu para a licença poética em várias mudanças, deixando diferente do antecessor, mas ao meu ver, sem danificar a qualidade.

Fugindo um pouco do teor religioso, que é bem diminuído nessa nova obra, Ben-hur é uma polêmica esperando ser feita, já que irá agradar os mais “ cabeça aberta” por mostrar um lado humano de Jesus (interpretado pelo brasileiro Rodrigo Santoro) e desagradar os mais fanáticos, que provavelmente gostariam de ver o mesmo nível de teor religioso.

Vale ressaltar que a maioria das cenas foram feitas o mais realista possível, isso inclui o belíssimo cenário, as corridas de Biga que precisaram de mais de três meses de prática e a cena da crucificação, que emocionou Santoro.

Santoro

Ben-Hur é uma produção visualmente bonita, com uma linda mensagem que promete atingir um público maior, não só os cinéfilos que assistem clássicos sem reclamar, por isso merece uma chance. Ainda assim, aconselho para os mais pacientes que encarem também as três horas e meia da versão de 1959, com certeza não irão se arrepender.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Ben-Hur

Nota do Thunder Wave
Mesmo com suas mudanças, Ben-Hur consegue manter a essência do primeiro longa e passar uma linda mensagem.

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