quinta-feira, 4, junho, 2020
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Crítica: Esquadrão Suicida

Coringa domina a trama e não agrada

Esquadrão Suicida (Suicide Squad) foi, sem dúvidas, o lançamento mais divulgado e comentado desse semestre. Por conta do grande investimento no Marketing do filme, o hype ficou muito grande e junto com ele as expectativas, que sinto informar, não foram totalmente supridas.

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No longa, os acontecimentos de Batman Vs Superman criam a necessidade de uma força tarefa mais poderosa. Com medo de outra grande ameaça surgir, Amanda Waller (Viola Davis) decide criar o Esquadrão Suicida, formado por super vilões poderosos e perigosos. Assim, somos apresentados ao time formado por Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e June/Magia (Cara Delevingne). Esses personagens são muito bem apresentados no início, com poucas cenas dizendo sua origem (que ficou bem fiel aos quadrinhos) e como foram presos. Posteriormente Katana (Karen Fukuhara) se une ao esquadrão. Rick Flag (Joel Kinnaman) comanda o grupo quando um grande ataque ameaça o mundo.

O enredo da obra ficou bem simples. A trama, que não foi muito divulgada até então, se divide em dois focos. Por um lado temos a grande ameaça que é revelada de surpresa e por outro a subtrama do Coringa. E assim, caímos no que achei o maior problema da produção: o tão comentado Coringa. A atuação de Jared Leto não chegou a ser ruim, as maiores ressalvas ficam por conta da construção dessa bizarra versão gangster do personagem, porém não precisava estar no filme. A impressão que dá é que o Coringa foi introduzido ali apenas para ser uma cara conhecida ao público e ter uma brecha para futuras aparições na Liga da Justiça. Suas cenas parecem deslocadas e desnecessárias, apenas sua aparição nos flashbacks sobre a origem da Arlequina estariam mais do que suficiente.

Resenha Esquadrão Suicida

A visão de David Ayer, diretor e roteirista do longa, é interessante. O conhecido colorido mostrado nas divulgações deixou o mesmo com uma visão divertida e com menções às HQ’s. É um filme violento, entretanto bem menos do que o esperado, a violência fica exposta apenas em tiros e o restante fica subentendido. É ótimo o modo como ele conseguiu explicar tudo, desde as origens até a trama central, de uma maneira rápida e fluida, sem perder tempo em longas descrições desnecessárias. O restante é preenchido em cenas de ação. Todavia, vale ressaltar a desnecessária e contínua necessidade de afirmação dos vilões sobre serem vilões e não heróis, isso fica bem cansativo no decorrer da trama.

O elenco foi um grande acerto, com exceção de Cara Delingne, que deixa bastante a desejar, todos entregam bem seu papel. Will Smith, que carrega o principal entre os vilões nas costas, foi bem convincente como Pistoleiro. O papel não é diferente de muitos que vimos o ator fazer, mas caiu como uma luva e ele se encaixou muito bem ente o drama e a comédia do personagem. Margot Robbie faz uma Arlequina fantástica, melhor do que tudo que podíamos esperar. Todo o falatório sobre a sexualização da Arlequina fica em segundo plano aqui, as cenas rápidas e a atuação de Margot ofuscam completamente o fato de ter tanto da sua pele exposta. Viola Davis, claro, se supera como Amanda Waller, já estamos acostumados com seu jeito durão e autoritário em How To Get Away With Murder, mas em Esquadrão Suicida ela mostra que ainda tem mais a oferecer. Me impressionei em saber que Viola consegue ser ainda mais forte nesse papel.

Viola Davis

Contudo, quem realmente me impressionou foi Jai Cortney. Quem está familiarizado com o histórico do ator sabe que ele costuma fazer o papel de “fodão”, e era esse era o maior receio quando ele foi escalado para o personagem. Sei que Cortney trabalha bem, mas tinha dúvidas se iriam quebrar a representação do Capitão Bumerangue, que na realidade é um cara bem irritante e arrogante, e transformá-lo em um típico vilão bonzão. Não foi o que aconteceu e Jai soube encarnar um cara desleixado com maestria.

Por fim, não posso deixar de mencionar a trilha sonora. Todas as músicas embalaram os trailers estão de fato no filme, em momentos estratégicos e certeiros. Inclusive, temos mais clássicos no decorrer da obra.

Esquadrão suicida

Esquadrão Suicida é um bom entretenimento, divertido, violento e com ótimos personagens, mas peca pela simplicidade – e pelo excesso de Coringa. Temos um grande sentimento de que faltou algo, que o longa tinha potencial para muito mais. Boa parte dos problemas de Esquadrão Suicida estão no excesso de divulgação, como citei acima, a expectativa acabou ficando muito alta e a chance de se decepcionar é grande. Meu conselho é que abram a mente e abaixem essas expectativas antes de ir ao cinema e divirtam-se com Esquadrão Suicida.

Ps: Assim como em Batman Vs Superman, sai do cinema com a impressão de que muita coisa foi cortada, inclusive cenas que apareceram em trailers foram tiradas. Tenho esperanças de uma versão estendida incrível no futuro.

Nota do Thunder Wave
Esquadrão Suicida consegue entreter, mas poderia ser muito melhor

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