Marcando o retorno do diretor Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos), A Rebelião (Captive State) apresenta um mundo dominado por alienígenas e uma trama que aborda os dois lados da população – os que escolheram cooperar e os que tentam resistir. 

Iniciando com o poderoso ataque dos seres invasores, o filme, em poucas cenas, explica como foi possível uma dominação completa. Após uma enorme demonstração de força, a única opção restante foi cooperar e permitir que o mundo fosse governando por esses seres. É impossível não notar que tudo isso é apenas uma representação das invasões territoriais que os países sofreram constantemente ao longo do tempo.

Exatamente por esse teor realista, A Rebelião entrega um roteiro cheio de críticas, onde os que resolvem lutar para reconquistar seus direitos se tornam terroristas e são perseguidos pelo próprio governo. É evidente a referência às submissões que uma população sofre quando são colonizados por uma cultura diferente.

Quem apresenta o lado rebelde para o espectador é Gabriel (Ashton Sanders), que pensa em seguir os passos de seu irmão mais velho, que foi um mito entre a rebelião. Do lado pacifista temos Willian Mulligan (John Goodman) um detetive que tem como missão acabar com todos que lutam contra a repressão.

A Rebelião | imagem: Diamond Films

Com um roteiro bem amarrado, que tampa todos os buracos que deixa ao longo da trama, A Rebelião é uma obra que passa uma mensagem interessante, porém não é nada mais do que um filme investigado. Os extraterrestres são apenas um adendo, elementos que tentam diferenciar uma premissa já conhecida, mas que na prática não chegam a fazer a minima diferença.

Talvez pela temática escolhida, o longa sofre com caminhos e desfechos previsíveis, que acabam danificando a empolgação do espectador. O enredo funciona, as reviravoltas são bem sustentadas, porém, por motivos evidentes ao longo dos acontecimentos, são facilmente previstos.

A Rebelião é um filme que se mostra interessante, mas que sofre pela limitação do tema. Tentando inovar ao misturar uma enorme crítica social com elementos de ficção científica, é uma obra que consegue prender o interesse e passar uma importante mensagem, mas deixa a impressão de que podia ir além.

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