domingo, 20, setembro, 2020
Início Filmes Críticas Crítica: Transformers- A Era da Extinção

Crítica: Transformers- A Era da Extinção

Tem semanas que parece que o Universo conspira para que tudo atrase em um site, e essas últimas semanas tem sido assim aqui no Thunder Wave. Por sorte, nossos parceiros do Mundo Blá estão dispostos a ajudar nossos leitores à estar sempre antenados nas novidades e nos cederam sua crítica no novo filme da Franquia Transformers. Então, obrigada aos nossos parceiros e aí vai:

A justificativa para a existência de determinados filmes é uma apenas: fazer dinheiro. Para isso, não é preciso muito e no caso de Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction, EUA, 2014) é ainda mais fácil. Quarto filme de uma franquia bem estabelecida, o nome já é o suficiente para levar milhares de pessoas aos cinemas e, com o ingresso mais caro por conta das exibições em 3D e IMAX, arrecadar uma boa grana num curto prazo é moleza. Mas onde o cinema entra nessa história? Sinto informar que essa é a menor das preocupações dos produtores, que acabam de entregar um espetáculo visual vazio, mas que, nas primeiras exibições nas salas estadunidenses, deixaram os cofres da Paramount Pictures cheios.

Ponto de partida para uma nova trilogia (para o desespero dos meus colegas críticos), a trama de Transformers: A Era da Extinção passa-se alguns anos após os eventos ocorridos no longa anterior, O Lado Oculto da Lua. A batalha entre os Autobots, liderados por Optimus Prime, e os Deceptcons, sob o comando de Megatron, resultou em destruição e mortes na cidade de Chicago. A tragédia gerou comoção entre os norte-americanos e os Transformers passaram a ser vistos como ameaças. Até mesmo os Autobots, aliados dos humanos, tornaram-se alvos da implacável caçada promovida pela CIA. Cabe a Prime, em seu refúgio, reunir os Autobots e mostrar à humanidade quem são os verdadeiros vilões.

Crítica: Transformers- A Era da Extinção 1

No lado humano da história, temos uma nova família: Cade (Mark Wahlberg, de O Grande Herói) e Tessa Yeager (Nicola Peltz, da série Bates Motel) são pai e filha que, após a morte da figura materna, tentam levar a vida juntos, apesar das diferenças entre eles. Especialista em robótica, Cade tenta extrair de seus consertos e invenções o sustento de sua casa, sem sucesso. Numa de suas negociações, depara-se com um caminhão velho e decide levá-lo ao “laboratório”. Mal sabe ele que a lata velha é ninguém menos que o líder dos Autobots e que seus problemas estão apenas começando.

Somando ao rosto de Wahlberg a presença de um dinossauro Transformer, temos nestes as únicas novidades de A Era da Extinção. Vale mencionar também Stanley Tucci (de Jogos Vorazes) e Kelsey Grammer (de X-Men: O Confronto Final) como os ilustres da vez a pagarem mico na série, posto ocupado nos longas anteriores por John Turturro e John Malkovich, mas aqui com menos constrangimento. Na pele de Joshua Joyce, Tucci é um cientista que elabora uma tecnologia que possibilita a criação de Transformers. Grammer, por sua vez, é Harold Attinger, agente veterano que coordena a caçada aos Autobots. No entanto, absolutamente nada disso salva a produção da mesmice, capaz de deixar o mais ardoroso dos fãs entediado ao longo dos inacreditáveis 165 minutos de projeção (acredite: parecem muito mais).

Crítica: Transformers- A Era da Extinção 2

E está na gigantesca duração o maior problema de Transformers: A Era da Extinção. O fato do filme, com um fiapo de história, ser tão extenso, torna a sessão entediante e reduz, drasticamente, qualquer impacto que o filme poderia causar. Isso fica ainda mais grave para quem já assistiu aos longas anteriores, já que os efeitos, em especial as transformações dos veículos em robôs, não impressionam mais. Resta a Michael Bay, diretor dos longas anteriores, fazer malabarismos com a câmera (algo que ele sabe muito bem como fazer), para gerar alguma adrenalina. O esforço é em vão e a barulheira do filme pode ser facilmente comparada ao showzinho de uma criança malcriada, necessitada de atenção: a única coisa que consegue fazer é irritar.

Por mais estranho que pareça, o ponto positivo de A Era da Extinção está em Mark Wahlberg. Com características de herói de ação, seu personagem, Cade Yeager, é bem mais interessante que o sem graça Sam Witwicky de Shia LaBeouf, protagonista dos filmes anteriores. Pena Cade ter chegado agora, quando a série parece ter tão pouco a oferecer. Uma mudança na direção talvez fosse uma solução para dar um novo fôlego à franquia. Porém, retomando o comentário presente ali, no início desta crítica, cinema é o de menos, desde que venha o dinheiro.

Transformers: A Era da Extinção estreia hoje, dia 17 de julho.

Veja a crítica original no Mundo Blá clicando aqui.

Nota do Thunder Wave

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Siga nossas redes sociais

7,011FãsCurtir
3,084SeguidoresSeguir
4,362SeguidoresSeguir

Brooklyn Nine-Nine | Série exibirá episódio sobre brutalidade policial na 8ª...

0
Brooklyn Nine-Nine vai exibir uma história sobre a brutalidade policial na 8ª temporada. Depois de supostamente desfazer-se de pelo menos quatro episódios...

The Walking Dead | Cena de momento íntimo causa nojo nos...

0
Cena de momento íntimo entre Negan e Alpha causou reações negativas nos fãs de The Walking Dead. Veja.
pt_BRPT_BR
en_USEN pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave