sexta-feira, 26, fevereiro, 2021
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Crítica: A Menina que Roubava Livros

O livro A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak é uma leitura marcante. Li esse livro há cerca de 6 anos e até hoje, mesmo esquecendo um pouco da história, lembro da intensidade do que senti lendo-o. Acredito que praticamente todos que leram esse livro choraram como se não houvesse amanhã no fim dele e era isso que os fãs esperavam ao assistir à adaptação cinematográfica.

Entretanto, o longa não conseguiu passar a mesma intensidade da obra original. O diretor Brian Percival não soube ou não quis transportar para as telas o desespero e tristeza que o livro passa, por mais fiel que esteja a história, falha em passar toda a profundidade do peso da guerra e seus acontecimentos como na narrativa de Markus Zusak .

Essa falha dramática no longa só será sentida pelos fãs do livro, para quem não leu, o filme será perfeito. A adaptação merece elogios, mesmo os mais chatos com as mudanças que ocorrem nas adaptações para o cinema terão dificuldade em encontrar divergências no roteiro de  e consegui achar o longa muito fiel ao livro, representando bem os acontecimentos. É um filme que prende o espectador do começo ao fim.

menina-que-roubava-livrosNarrada pela morte (Roger Allam), a trama de A Menina que Roubava Livros conta a história de Liesel Meminger (Sophie Nélisse), uma jovem que precisa ir morar com uma nova família na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, após sua mãe ser acusada de comunismo. Após seu novo pai, o gentil Hans (Geoffrey Rush), ensiná-la a ler, ela se torna uma apaixonada por livros e acaba desenvolvendo o hábito de “roubar” obras quando as mesmas são proibidas e queimadas. Com o tempo, Liesel desenvolve uma amizade muito íntima com Rudy (Nico Liersch) e o judeu Max (Ben Schnetzer), que mora clandestinamente em sua casa. Com o desenrolar dos acontecimentos, somos apresentados ao desenvolvimento da Segunda Guerra e consequências da mesma.

O elenco carrega a produção nas costas e todas as atuações, sem exceção, estão ótimas. A pequena Sophie consegui passar perfeitamente o perfil da Liesel e toda a sua inocência que a fazia parecer até um tanto burra. Geoffrey Rush impressiona com sua capacidade em fazer uma papel tão distante do que estamos acostumados a ver, Hans é um personagem que te cativa logo que conhecemos e Geoffrey conseguiu exatamente isso, representando magnificamente o querido Hans. Emily Watson, que faz Rosa, a mãe adotiva de Liesel, também entregou perfeitamente a sua personagem, mostrando todo aquele lado frio da personagem, que é um pouco amarga mas que ama muito Liesel e Hans.

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A trilha sonora de John Williams, que recebeu uma indicação ao Oscar, justifica sua indicação, mesmo não tendo se destacando muito no filme, foi bem escolhida. A fotografia e os cenários ficaram muito fiéis ao proposto no livro, com um ambiente que representa a simplicidade em que viviam na época, ambiente esse que é bem acinzentado, o que realça a representação deprimente da época. 

A Menina que Roubava Livros promete agradar aos fãs do livro que não se importarem com a “amenizada no drama” e principalmente ao que não leram o livro, pois mostra muito bem a história sem deixar nenhuma ponta solta.

 

Nota do Thunder Wave
Um fiel adaptação do livro, A Menina que Roubava Livro consegue agradar aos leitores e não leitores da obra original, mesmo sem conseguir trazer a mesma carga dramática.

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