domingo, 25, outubro, 2020
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Crítica: X-Men- Apocalipse

Quando recebi a noticia de que eu estaria presente na cabine cinematográfica de X-Men: Apocalipse, confesso que me enchi de alegria pelo fato de ser um dos primeiros – até onde sei, é claro – a assistir o filme antes da estreia. Uma espécie de première. Mas ao mesmo tempo, fui tomando por um sentimento de total responsabilidade, afinal, estava ali para assistir de um jeito crítico (não como um mero espectador) e após observar cada detalhe, teria a difícil missão, porém prazerosa, de criticar o filme.

Muitas pessoas não entendem que a crítica, embora seja construtiva ou positiva, é simplesmente uma crítica. Ela é capaz de destoar um pensamento já formado ou construir pensamentos distorcidos por algo ou alguém. Quero passar apenas a minha visão do que achei do filme, em sua totalidade, desde história até efeitos especiais, roteiro e tudo aquilo que envolve uma produção cinematográfica.

A sinopse nos conta que desde o inicio da civilização, En Sabar Nur, também conhecido como Apocalipse (Oscar Isaac), um mutante antigo dotado de todas as habilidades sobre-humanas, era adorado como um deus. Segundo o longa-metragem, existem registros e achados arqueológicos sobre mutantes desde a década de 70, mas Moira McTaggert (Rose Byrne), uma agente da CIA, acredita que antes desses registros, haviam mutantes, mais especificamente En Sabar Nur. E foi numa expedição ao Cairo, capital do Egito, que a agente da CIA, descobriu uma espécie de sarcófago subterrâneo e lá, ela pode de fato constatar que suas pesquisas não eram especulações.

Antes dessa cena, Jean Grey (Sophie Turner) encontra-se delirando numa espécie de pesadelo psíquico e prontamente, o Prof. Charles Xavier (James McAvoy) é chamado por Hank McCoy – Fera – (Nicholas Hoult). E somente após ela despertar do sonho por intermédio de Charles Xavier, é que descobrimos que o sonho, na verdade, tratava-se de um presságio do que viria a acontecer: o fim do mundo.

x men apocalipse

Em entrevista, o ator que deu vida ao mutante Apocalipse, descreveu seu personagem como a “força criativa-barra-destrutiva da Terra” e completou dizendo que quando as coisas começam a dar errado ou quando as coisas parecem que não estão se movendo em direção a evolução, En Sabar Nur destrói essas civilizações – o sonho de Jean Grey. Após ser despertado da morte, o mutante recruta seu exército – e até sequestra o Prof. Xavier em determinado momento do longa para dar cabo ao seu plano de destruir o mundo (daí o nome Apocalipse).

Sucedido diretamente por X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, o longa traz um time de peso, juntando elenco e equipes de produção, direção e roteiro. Bryan Singer assina a direção do filme e Simon Kinberg, o roteiro – aliás, parceria que deu muito certo em alguns filmes da própria franquia X-Men. No elenco temos basicamente os mesmos atores de X-Men: Primeira Classe, onde conta as origens dos personagens-mutantes e como tudo surgiu. Nomes como Jennifer Lawrence, Lucas Till, Evan Peters e Hugh Jackman, que como sempre faz sua participação. O time de atores é o ponto alto do longa, sem a ótima representação do time de veteranos e a grata surpresa dos novatos, com um destaque para Olivia Munn, que mesmo fazendo um papel pequeno entrega uma promissora Psylocke, o filme seria um fracasso certo.

Critica X-men Apocalipse

No entanto, alguns erros são cometidos em questão dos personagens. A “nova” franquia de X-Men vem batendo na tecla da dificuldade de aceitação de alguns deles em relação aos seus poderes e isso está ficando repetitivo. Mistíca e Hank já exploraram essa dificuldade em Primeira Classe, repetir esse argumento nas sequencias deixa a entender que estão querendo mostrar o visual do atores e economizar no figurino. A necessidade de usar o elenco para chamar atenção já vêm prejudicando os X-men há um tempo, deixar o foco em Jennifer Lawrence ou sempre dar um jeito de introduzir Hugh Jackman na trama está começando a cansar o público e chegando bem perto de atrapalhar o roteiro. Deixar Jubileu (Lana Condor) apagada, pois foi praticamente cortada do filme, e investir em uma longa, porém desnecessária, cena do Wolverine não faz muito sentido.

Nos quesitos efeitos e fotografia, a obra não deixa a desejar. Os efeitos 3D os enaltece e te obriga a assistir o longa em 3D – aliás, uma ressalva para os efeitos: ao contrário de alguns filmes que se dizem “cópias 3D e 2D”, X-Men: Apocalipse é cheio do efeito em terceira dimensão e faz literalmente jus à tecnologia. O roteiro acabou sendo bem construído, ao contrario do que a maioria pensava, Apocalipse conseguiu ser bem representado. A história se passa em 1986 e segue o ritmo de X-Men: Primeira Classe e embora estamos acostumados a ver Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden e companhia limitada em seus emblemáticos “muntânticos”, de nada sentimos falta.

Mesmo com seus defeitos, X-Men: Apocalipse cumpre muito bem seu papel de entretenimento. O longa consegue prender o espectador a ponto de deixar apreensivo e vibrando com cada cena de ação, talvez até se sentindo um dos X-Men – porque não? Afinal, esse é o papel dos filmes, não é mesmo? Nos fazer viajar a ponto de nos sentirmos parte do elenco, da história, do universo criado.

X-Men: Apocalipse estreia no próximo dia 19 de maio. Junte os amigos, a família, vista-se e sinta-se um mutante e faça parte do exército que liquidará En Sabar Nur. Ah, e fique até os créditos acabarem, tá? Tem surpresinhas por lá.

Nota do Thunder Wave
Mesmo com alguns erros, X-Men: Apocalipse ainda consegue agradar com seu visual, seus efeitos, muita ação e o elenco de peso.

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